Inauguração da loja chinesa Xiaomi em SP reúne mais de mil pessoas

Alguns passaram dois dias acampando na porta para aguardar a abertura; após abrir as portas, estoque promocional durou apenas 40 minutos

Abertura da primeira loja física da Xiaomi causou fila com mais de mil pessoas

FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO

Tem gente que gosta de chegar cedo para um evento especial – mas que tal quase dois dias antes? Desde a tarde da última quinta-feira (30), cinco pessoas acamparam ao relento na frente do Shopping Ibirapuera, em São Paulo.

Para estar lá, um rapaz suspendeu as aulas de música na escola em que é professor. Outro fez home office direto da praça de alimentação do shopping, trabalhando durante o dia enquanto os amigos guardavam lugar na fila. Em suas mochilas, um suprimento invejável: troca de roupas frutas, bolachas, cápsulas de cafeína e até um cantil de água de 10 litros.

Mas eles não estavam ali para ver um artista pop ou comprar um iPhone novo em folha: a razão da espera era conhecer, antes de qualquer um, a primeira loja física da fabricante chinesa Xiaomi no Brasil.

Na manhã deste sábado (1º), quando a loja finalmente abriu, havia uma fila de mais de mil pessoas, dobrando quarteirões em torno do shopping em Moema, na zona sul da capital paulista. Elas estavam interessadas em conhecer os produtos da quarta maior fabricante de smartphones do mundo, ganhar brindes e ter descontos agressivos.

Para promover os lançamentos, a chinesa vendeu o Mi 9, seu smartphone topo de linha, por R$ 2,8 mil, bem abaixo dos R$ 4 mil cobrados normalmente. O estoque promocional durou apenas 40 minutos. Além de celulares, a empresa também trouxe ao Brasil um portfólio que beira a centena de produtos, incluindo robôs aspiradores de pó, patinetes elétricos, drones e equipamentos para a casa conectada.

Para estar no mercado brasileiro, a Xiaomi fechou uma parceria com a fabricante de eletrônicos DL, de Santa Rita do Sapucaí (MG), que cuidará de distribuição e vendas dos aparelhos no País. Por enquanto, os produtos serão importados da China, mas não estão descartados planos para fabricação local a longo prazo. “Queremos mostrar a experiência Xiaomi para os brasileiros: a ideia é que o consumidor use o smartphone, mas também uma pulseira inteligente ou um robô, de forma integrada”, diz Luciano Barbosa, diretor de produtos da DL e líder do projeto da Xiaomi no País. As principais fabricantes de celular apostam em modelo dobráveis para este ano. A ideia é ter um aparelho versátil que pode ser usado como um tablet ou dobrado ao meio para virar um smartphone. O princípio de ter um equipamento compacto e funcional ao mesmo tempo estava presente também nos celulares que fizeram sucesso nos anos 90 e 2000. Relembre os sonhos de consumo do passado .

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