Covid: 3 em cada 10 têm sequelas 9 meses depois mesmo em caso leve

Fadiga, falta de olfato, problemas respiratórios e confusão mental são comuns; médicos não conseguem estimar duração dos efeitos.

A Universidade de Medicina de Washington, nos Estados Unidos, realizou uma pesquisa, publicada na última semana pelo jornal médico JAMA Network, mostrando que três em cada dez infectados pela covid-19 apresentam sequelas da doença até nove meses após a cura, mesmo nos casos de pacientes que apresentaram sintomas leves e moderados da doença.

As principais sequelas encontradas no estudo feito entre agosto e setembro de 2020, com 177 pacientes, foram cansaço, perda de olfato e paladar, dificuldade para respirar e confusão mental.

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Covid: 3 em cada 10 têm sequelas 9 meses depois mesmo em caso leve

Fadiga, falta de olfato, problemas respiratórios e confusão mental são comuns; médicos não conseguem estimar duração dos efeitos

  • SAÚDE | Carla Canteras do R7
  • 01/03/2021 – 02H00(ATUALIZADO EM 01/03/2021 – 07H52)
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RESUMINDO A NOTÍCIA

  • Três em cada dez pessoas têm sequelas até nove meses após cura, mesmo em casos leves
  • Sequelas são cansaço, perda de olfato e paladar, dificuldade para respirar e confusão mental
  • Só com o passar do tempo a ciência responderá algumas perguntas sobre o SARS-CoV-2
  • Efeitos da covid-19 têm cura total ou parcial se pacientes procurarem médicos e tratamentos
Sequelas da covid-19 podem ser tratadas e curada total ou parcialmente

Sequelas da covid-19 podem ser tratadas e curada total ou parcialmente

QUIQUE GARCIA/EFE – 21.5.2020

A Universidade de Medicina de Washington, nos Estados Unidos, realizou uma pesquisa, publicada na última semana pelo jornal médico JAMA Network, mostrando que três em cada dez infectados pela covid-19 apresentam sequelas da doença até nove meses após a cura, mesmo nos casos de pacientes que apresentaram sintomas leves e moderados da doença.

As principais sequelas encontradas no estudo feito entre agosto e setembro de 2020, com 177 pacientes, foram cansaço, perda de olfato e paladar, dificuldade para respirar e confusão mental.https://ee048ef95499865acc34cbb149994500.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

O infectologista Carlos Fortaleza, da Sociedade Paulista de Infectologista, vê relação entre a gravidade da doença e as reações após a cura. “Não existe uma ligação linear: os casos mais graves têm mais chances sequelas prolongadas; e nos mais leves, as consequências são menores. Todos podem apresentar consequências. Mas as chances são maiores para aqueles que tiveram um quadro grave da doença”, explica.

Mesmo com descobertas significativas, especialistas ainda não conseguem definir com certeza quanto tempo elas persistem nos pacientes curados da doença. O infectologista diz ser necessário esperar o tempo para a ciência conseguir definir algumas características da covid-19.

“Nunca na história juntamos tantas informações e fizemos tantos estudos sobre um assunto, em um período tão curto, quanto as pesquisas sobre o SARS-CoV-2. Mas algumas perguntas seguirão sem resposta, por ser uma doença recente. Só tempo vai ajudar a responder”, afirma.

A recomendação dada aos pacientes que foram infectados é procurar um médico assim que o exame PCR ou sorológico tenha dado negativo. Os hospitais particulares e postos do SUS (Sistema Único de Saúde) já apresentam profissionais preparados para ajudar, uma vez que o número de brasileiros que tiveram a covid-19 supera os 10,5 milhões de pessoas.

A boa notícia é que os problemas causados pelas covid-19 têm cura, se não total, parcial. “Mesmo em pacientes que ficam com doença pulmonar crônica, é possível fazer fisioterapia respiratória, e eles voltam a uma vida normal”, diz o especialista salientando o lado positivo. “O lado bom disso tudo é que os efeitos têm como ser reduzidos e manejados e, às vezes, totalmente curados. Depende que se procure a assistência para isso. No Brasil, por força de lei todos têm direito à saúde”, lembra Carlos Fortaleza.

“Sempre indico que as pessoas procurem um médico generalista, um clínico geral. Ele vai conseguir identificar as sequelas, se tem ligação com o novo coronavírus e vai indicar um especialista, seja neurologista, cardiologista, pneumologista”, explica Fortaleza.