Sem querer, PM prende brasileiro envolvido no maior assalto do Paraguai

Colaboração para o UOL

A Polícia Militar de São Paulo identificou ontem que um homem preso por porte ilegal de armas era, na verdade, um dos responsáveis pelo maior assalto da história do Paraguai, que levou cerca de R$ 120 milhões de uma empresa de transportes e estava foragido após escapar de um presídio.

José Luiz Cardoso de Almeida estava foragido desde 2018 quando escapou de uma penitenciária no Paraná, segundo a TV Record. Ele foi condenado por roubo e homicídio, e é considerado um perigoso assaltante da cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital).https://39804ee704e85f746117a5c49d21e245.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html?n=0

Conhecido como Bilu, Almeida foi preso por envolvimento no roubo a uma transportadora paraguaia em 2017, e ficou detido no Presídio Federal de Segurança Máxima de Catanduvas e no Presídio de Piraguara, ambos no interior do Paraná, de onde conseguiu fugir.

O suspeito foi identificado pela polícia após ser preso por outro crime, na segunda-feira (14), em São Paulo. Ele e uma mulher estavam em um carro roubado e portavam uma pistola semiautomática com mira laser, munição para fuzil, quantias em dólares e em reais, além de joias e nove celulares.

Na abordagem, chamou a atenção o fato de a mulher usar o próprio cachorro para esconder a bolsa onde transportava a arma e a munição.

O veículo foi parado por policiais militares da Força Tática na avenida dos Bandeirantes. Os agentes suspeitaram que se tratava de um carro de uma locadora, com queixa de furto.

“A todo momento ela [a mulher] estava com o cachorrinho no colo e segurando a bolsa. Para não causar nenhuma desconfiança e mostrar até um jeito dócil”, disse o tenente Vinícius Artilha, da PM, ao telejornal “Bom Dia São Paulo”.

Almeida apresentou um documento falso com o nome Pedro Luiz Bastos Correia, mas sua digital não era compatível com a presente no documento.

Em vídeo enviado à TV Record, o advogado do suspeito, Cláudio Reimberg, negou a participação do cliente no assalto no Paraguai e acusou a prisão envolvendo o cachorro de ser “fantasiosa”