Operação apreende mais de 2 toneladas de maconha em Jataí e MS

Abordagem teve inicio em Jataí e levou os policiais a descobrirem um centro de distribuição – com direito a uma retroescavadeira – na cidade de Rio Verde de Mato Grosso (MS)



Maior parte da droga estava enterrada (Foto: divulgação/PM)


Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) realizou uma operação que culminou na apreensão de mais de 2 toneladas de maconha, na tarde desta sexta-feira (27). De acordo com a Polícia Militar (PM), a primeira etapa ocorreu no município goiano de Jataí e levou a corporação a uma fazenda que funcionava como Centro de Distribuição na cidade de Rio Verde de Mato Grosso (MS).

Segundo o Major Rodrigo Barbosa, comandante do Graer, após compartilhamento de informações, foi possível identificar um Ford Fiesta que estava com dois homens, de 19 e 24 anos, que foram abordados na BR-364 com o auxílio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Dentro do veículo, os policiais encontraram 200 quilos de maconha.

“Eles contaram que a droga tinha sido pega no Mato Grosso do Sul e que a mesma seria entregue em uma cidade goiana, a qual eles não revelaram. Com isso, efetuamos a prisão deles e seguimos para o município de Rio Verde de Mato Grosso, local onde eles revelaram que estaria o restante da carga”, afirma.

Um dos detidos já possui passagens por tráfico de drogas. Eles foram encaminhados para a Delegacia de Jataí, onde foram autuados por tráfico.

Centro de distribuição

Na fazenda do município sul-mato-grossense, os policiais se depararam com uma grande estrutura de armazenamento de drogas. No local, os militares encontraram até uma retroescavadeira que ajudava nessa dinâmica. “Eles utilizaram a retroescavadeira para fazer valas e esconder as entorpecentes. Depois, cobriam os lugares com terra e madeira. Acreditamos que a droga não era transportada apenas para Goiás e, sim, para todo o país”, destaca o major.

Rodrigo ainda pontua que, apesar de ter encontrado duas toneladas de maconha, acredita-se que, nos últimos dias, o local movimentou mais de 6 toneladas da droga. “Acreditamos, também, que mais pessoas estejam envolvidas, já é inviável administrar toda a estrutura com apenas por duas pessoas”, afirma.