Justiça condena Marcola e mais dois integrantes de facção criminosa por planejar resgate em presídio e ordenar assassinato de autoridades

Investigações tiveram início após a apreensão de cartas encontradas com companheiras de presos que estavam na Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, em Presidente Venceslau (SP).

Por g1 Presidente Prudente

O principal chefe da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, foi condenado a 12 anos de prisão em regime inicial fechado por planejar o resgate de integrantes da organização da cadeia e ordenar o assassinato de autoridades.

A decisão, do juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara do Fórum da Comarca de Presidente Venceslau (SP), ainda condenou Júlio César Figueira, conhecido como Taison, e Mauro César dos Santos Silva, também apontados como integrantes da facção, e suas respectivas companheiras.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP), ao longo do ano de 2018, o Núcleo de Inteligência da Coordenadoria Regional das Unidades Prisionais do Oeste Paulista (Croeste) identificou, com apoio de colaboradores, um plano de resgate de integrantes da organização criminosa, que estavam presos na Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P2, em Presidente Venceslau. Um dos beneficiados com o resgate seria o próprio Marcola.

As informações apuradas pela Croeste, que é um órgão da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP), indicaram o gasto de milhões de dólares no plano de resgate, que envolvia organização da logística, compra de veículos blindados, aeronaves, material bélico, armamento de guerra e treinamento de pessoal na Bolívia.

A organização criminosa, segundo a denúncia, planejava o cerco do Batalhão da Polícia Militar na cidade, impossibilitando o voo do Helicóptero Águia, e o ataque na subestação de energia elétrica de Presidente Venceslau, com o objetivo de deixar o município sem energia.

Diante dessas informações, o governo do Estado de São Paulo deslocou para a região um grande efetivo de policiais militares, viaturas e armamentos pertencentes a Batalhões de Ações Especiais da Polícia Militar paulista, para evitar a ação da facção. G1