Amambai: 7 dias depois da morte de pai e filho, matadores ainda não foram presos

Policia Militar e Policia Civil de Amambai,  DOF, BOPE, e conforme informações outras forças de segurança de Mato Grosso do Sul, contando com muitos homens fortemente armados e usando viaturas e até um helicóptero, ainda   não foi e não está sendo suficiente para capturar o indígena Seguinaldo Gonçalves de 24 anos e seu irmão, um menor de 16 anos de idade acusados de matar a tiros de forma violenta os pecuaristas Olenir Nunes da Silva, mais conhecido como Nego Silva, 50 anos, e seu único filho, Antônio Alexandre Nunes da Silva, o Tonho, de apenas 23 anos, na sexta-feira, dia 14, as 8 horas da manhã, em uma fazenda na região do Chorro em Amambai.

Nesta sexta-feira (21), faz 7 dias ou 168 horas que dois irmãos índios sendo um maior de idade identificado como Seguinaldo Gonçalves e o menor, invadiram a propriedade rural e de forma covarde e violenta tiraram a vida de um pai de família, trabalhador e um jovem que tinha um futuro brilhante e promissor pela frente, simplesmente para roubar, sendo que no final das contas fugiram e deixaram para trás um rastro de dor, revolta e o maior sentimento de todos, o da destruição de uma família que só sabia trabalhar.

Informações passadas a redação do Pontaporainforma por uma pessoa que terá a sua identidade  mantida sob sigilo por questão de segurança, logo após cometer os crimes de força brutal que chocou toda a população de Amambai e região, os dois índios entraram em uma área de 500 hectares de mata fechada que tem nos fundos da propriedade e dali desapareceram sem deixar rastro, porque são índios e conhecem e sabem como andar em áreas de matas assim.

Pelas informações, no mesmo dia dos crimes eles já haviam saído da mata e ido em direção a aldeia Taquapiry  onde moram seus familiares no município de Coronel Sapucaia e de lá certamente já deve estar em território paraguaio que fica a poucos quilômetros da aldeia, e sem duvida nenhuma, se isso tiver acontecido, ficará ainda mais difícil prender os acusados do crime.

Nossa reportagem entrou um contato através do whatsApp com o  Delegado de Polícia Civil Dr. Ulisses de Brito que imediatamente respondeu através de um áudio que passamos a descrever abaixo:

“Nós estamos em constantes diligencias e correndo bastante para fechar esse caso, os dois sujeitos já estão identificados, todas as forças de segurança seguem nas buscas. Provavelmente os indivíduos ainda estão pela região  e estamos realizando um trabalho ininterrupto através de todas as forças de segurança, que são BOPE, DOF, Policia Militar e Policia Civil para fechar esse caso com a prisão dos dois suspeitos” disse o delegado Ulisses de Brito.

Devido ao fato das forças policiais não terem conseguido prender os dois criminosos com a rapidez que todos esperavam, um grupo de pessoas, ainda no velório dos pecuaristas, se juntaram e cada um fez uma doação e foram arrecadados  50 mil reais que foi oferecido como recompensa para a pessoa ou as pessoas que derem informações concretas que pode levar a prisão dos criminosos, mas até agora pouca coisa aconteceu.

Em todas as redes sociais as fotos dos criminosos estão sendo publicadas com a tarja de “procura-se” e com a recompensa abaixo, fato que acaba chamando a atenção de todos que acabam respostando para seu amigos e seguidores.

Pelo que se vê, mesmo com um trabalho muito grande por parte dos homens da lei, tudo que está sendo feito acaba não sendo suficiente, porque eles ainda continuam soltos.

Quanto a família e amigos de Nego Silva eseu único filho, Antônio Alexandre Nunes da Silva, o Tonho, resta o sentimento de tristeza profunda e lamentações  pela perda de pai e filho de forma tão violenta e covarde.

Por: Tião Prado