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EM BELA VISTA.Integrantes do PCC teriam ido vingar execução de amigo ocorrida em 2017

EM BELA VISTA
Polícia encontra ossadas de vítimas da disputa por rota do tráfico na fronteiraIntegrantes do PCC teriam ido vingar execução de amigo ocorrida em 2017
Três ossadas humanas foram encontradas enterradas em uma vala na cidade paraguaia de Bella Vista, a cerca de cinco quilômetros da fronteira com Mato Grosso do Sul, no fim da tarde de sexta-feira (24). Segundo a polícia local, são vítimas da guerra entre facções pelo controle de rota de tráfico de maconha e cocaína para o Brasil.

A informação, divulgada neste sábado (25), foi obtida após policiais paraguaios localizarem no bolso da calça de uma das vítimas um documento no nome de José Raimundo Gomes Serra, 36 anos, chefe da ramificação de Goiás do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que controla o tráfico de armas e drogas na fronteira de Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia.

De acordo com a imprensa paraguaia, os três foram torturados antes de serem executados por rivais e terem os corpos enterrados. Há marcas de afundamento nos crânios e ossos quebrados.

Serra seria sócio de Sérgio Ramão Vargas Ramos, 38, conhecido como ‘Porcão’, responsável por uma das rotas usadas pela quadrilha paulista para trazer drogas do Paraguai ao Brasil por Bela Vista.

‘Porcão’ foi morto com pelo menos 80 tiros em 22 de fevereiro de 2017, após emboscada de 15 homens armados identificados como integrantes do Comando Vermelho à chácara onde morava. Seu segurança e seu filho foram baleados no ataque.

Dois suspeitos, de 29 e 17 anos, foram detidos pela polícia paraguaia e apontados como participantes do crime. Ambos faziam contatos com fornecedores de cocaína não só para o Comando Vermelho que atua em Mato Grosso e outros pontos da Região Centro-Oeste, mas também com facções rivais do PCC nas regiões Norte e Nordeste.

Investigação da polícia paraguaia achou o último registro oficial de Serra no país foi em outubro do ano passado. A hipótese é de que teria ido vingar a morte do amigo e tenmtar retomar ao menos parte de seus negócios.

Após a descoberta das ossadas, o clima estaria tenso e hostil na região, diz a imprensa paraguaia.
CORREIO DO ESTADO

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