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Ação da PF contra esquema de tráfico de cocaína prendeu delegado de MS

Ele foi preso por força de mandado de prisão e no domingo (2) levado para a Polícia Federal no Rio Grande do Sul

Um delegado aposentado de Mato Grosso do Sul está preso há uma semana, sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Ele foi alvo da Operação Planum da Polícia Federal do Rio Grande do Sul. A prisão ocorreu em Campo Grande.

A ação foi realizada em cinco Estados, para desmantelar esquema de tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro. No total, 20 investigados foram presos e mais de 1 milhão em doláres – dentro de uma máquina de lavar roupas – apreendidos.

A Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul), acompanhou a busca e apreensão na residência de Paulo Rossini, pois em um dos cômodos da casa dele funcionava escritório de advogacia. Ele foi preso por força de mandado de prisão e no domingo (2) levado para a Polícia Federal no Rio Grande do Sul. Segundo o Portal da Transparência de Mato Grosso do Sul, no mês de outubro, o delegado aposentado teve salário de R$ 25.730,79 e recebeu líquido R$ 23.909,30.

Operação – A Planum apurou esquema de envio de cargas de drogas para a Europa que começava em Mato Grosso do Sul, de onde aeronaves agrícolas seguiam para a Bolívia para serem abastecidas. Depois, a carga era levada ao Rio Grande do Sul em carros e caminhões. Lá, o entorpecente era distribuído para cidades europeias em contêineres transportados por navios.

Como aviões agrícolas voam baixo, segundo as autoridades, eram usados para escapar de radares. Cada carregamento tinha até 450 quilos de cocaína. No transporte, foram flagradas cargas de drogas escondidas em uma pedra de granito. Durante as investigações, duas cargas, totalizando 1,7 tonelada de cocaína, foram interceptadas pela Polícia Federal.

A Capital foi a única cidade do Estado onde houve mais prisões da Planum: quatro no total. Aeronaves usadas no esquema também foram apreendidas. No Rio Grande do Sul foram dez prisões, cumpridas nas cidades de Cachoeirinha (3), Uruguaiana (2), Tramandaí, Gravataí, Novo Hamburgo, Charqueadas e Itaqui (uma em cada). Também houve seis prisões em São Paulo –três na Capital e três em Limeira– e uma em Pirenópolis (GO).
CGNEWS

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