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SAPUCAIA – MG. Ação conjunta desarticula em Amambai esquema que levava droga para MG

Operação resultou na apreensão de mais de uma tonelada de maconha, arma, veículos e três pessoas por tráfico e associação para o tráfico, entre outros crimes.

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O Honda Civic com a droga, a arma, o trio preso e a moto apreendida durante a operação policial. (Fotos: 3ª CIPM)


Uma operação conjunta desencadeada nesse sábado, 26 de janeiro, envolvendo policiais civis e militares resultou na desarticulação, em Amambai, de um esquema que usava carro roubado para levar droga da fronteira com o Paraguai para o estado de Minas Gerais.

O esquema de tráfico interestadual de drogas começou a ser desbaratado quando a Polícia Militar apreendeu, no final da tarde desse sábado, 1.030 quilos de maconha em tabletes e uma espingarda calibre 12 sem munição.

A droga e a arma estavam no interior de um Honda Civic roubado no estado do Paraná. Em primeiro momento, ao tentar abordar o veículo, o motorista do Honda Civic, posteriormente identificado como sendo Junio Santos Silva, de 31 anos, morador em Esmeralda, estado de Minas Gerais, teria acelerado e tentado fugir, mas acabou interceptado e preso.

No ato da abordagem Junio teria confirmado o que os policiais já desconfiavam, que é o fato de uma motocicleta Honda Titan, cor cinza placa de Amambai-MS, que seguia logo à frente do Civic e teria acelerado ao perceber a aproximação da viatura policial, estaria servindo de batedora para o carro com a droga.

Junio teria relatado ainda, segundo a Polícia Militar, que havia pegado o entorpecente na cidade de Coronel Sapucaia, fronteira com o Paraguai e receberia R$ 4 mil para levar a droga até o estado de Minas Gerais.

O traficante também teria falado aos policiais militares que no ato da abordagem a moto, que segundo a polícia seria de Egielson Borges Pavão, 29 anos, morador em Amambai, o estaria guiando até um hotel onde ele, Junio Santos, passaria a noite e no dia seguinte seguiria para seu estado de origem, Minas Gerais.

No ato Junio Santos teria delatado ainda outro suposto comparsa no esquema de tráfico, que seria a pessoa de Wesley da Silva Araújo, o “Carneirinho”, de 31 anos, à exemplo de Egielson, também morador em Amambai.

Segundo consta na ocorrência policial, Junio teria dito que Wesley, que estaria com um Peugeot JAC/J3 cor preta, placas de Belo Horizonte-MG, também estaria servindo de batedor para a carga de drogas.

A operação

De posse dessas informações obtidas por meio do traficante mineiro preso com os mais de mil quilos de maconha, as polícias, Civil e Militar montaram uma operação conjunta para procurar e prender os dois supostos batedores do carregamento de drogas.

De acordo com o delegado, Dr. Marcos Werneck Pereira, que comandou a ação policial, Wesley Araújo, o “Carneirinho”, foi localizado e preso em um bar situado na região da Vila Varocopa e Egielson Borges, que seria o proprietário da moto usada para bater estrada para a droga também acabou localizado e preso pela força tarefa policial.

Encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil em Amambai o trio foi autuado em flagrante, segundo o delegado, Dr. Marcos Werneck, pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, tendo em vista a espingarda calibre 12 encontrada no Honda Civic, além de receptação e adulteração de sinal de veículo automotor, pelo fato do Civic ser roubado e estar com placas adulteradas no ato da abordagem.

De acordo com relatos da polícia no boletim de ocorrência, no ato da abordagem o Honda Civic estava com as placas AZE-7057 de Francisco Beltrão-PR, mas em checagem via a numeração do chassi os policiais descobriram que as placas verdadeiras do carro eram a AZQ-4840 de Londrina-PR.

Os três envolvidos na ocorrência, o mineiro Junio Santos e os amambaienses, Egielson Borges e Wesley Araújo, permanecem presos. Eles deverão ser submetidos a audiência de custódia junto ao Poder Judiciário na tarde desta segunda-feira, 28 de janeiro, no Fórum de Amambai, onde o juiz decidirá se converte a prisão em flagrante em prisão preventiva ou libera o trio para responder ao processo em liberdade. Fonte: A Gazeta News – Vilson Nascimento

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