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FRONTEIRA.Pistoleiro diz que não sabia que alvo de atentado era prefeito de Paranhos

Em depoimento à polícia, Gabriel Queiroz, 26 anos, confessou ter sido contratado para matar, porém negou ter conhecimento de que a vítima marcada para morrer fosse o prefeito de Paranhos Dirceu Bettoni (PSDB), baleado no momento em que chegava em casa no último dia 14. Ainda de acordo com o suspeito, ele deixou de receber três quartos dos R$ 20 mil negociados por “não ter terminado o serviço”.

“Ele contou que ganharia R$ 20 mil para matar a vítima, mas recebeu apenas R$ 5 mil adiantados. O restante seria dado depois de o crime ser concluído, mas como ele não terminou o serviço combinado, ficou sem os R$15 mil que faltaram”, explica o delegado Mikail Faria, responsável pelo caso.

Embora tenha visto fotos da vítima dias antes do atentado, Gabriel afirmou em depoimento que não sabia que Dirceu era prefeito de Paranhos, no entanto, a possibilidade é afastada pela polícia. “Paranhos é uma cidade muito pequena, é bem pouco provável que ele não soubesse. No entanto isso está sob investigação”, afirma o delegado.

Calote
A venda de uma fazenda no Paraguai que não teria sido paga é a principal motivação para o crime. Dirceu teria vendido a propriedade e o comprador não teria efetuado o pagamento.

O prefeito, então, teria entrado na Justiça paraguaia contra o comprador, o que fez com que seus bens fossem bloqueados.

Execução em frente à praça
Uma testemunha do crime foi executada em uma praça na frente da Delegacia de Polícia Civil logo após prestar depoimento sobre o caso no domingo (17) . Os policiais brasileiros ouviram os tiros, mas nem tiveram tempo de fazer algo.

A vítima era Jomar Lemes, que também usava um documento com o nome de Jomar Alcange de Oliveira. No local, a polícia apreendeu 37 cápsulas de munição de pistola nove milímetros e oito de ponto quarenta.
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