Agronegocio

Aprosoja confirma projeção de queda de quase 30% na safrinha de milho em MS

Uma redução de 29,31%, com queda de 9,816 milhões de toneladas para 6,936 milhões de toneladas. Esse é o tamanho da redução da produção de milho segunda safra, também chamado de safrinha ou safra de inverno, em Mato Grosso do Sul no ciclo 2017/2018 em relação ao anterior, o 2016/2017.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (26), pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), durante a abertura oficial da colheita do milho, em um evento realizado na fazenda Campo Grande, no município de Jaraguari, na região central do estado.

Na prática, entretanto, produtores já vinham colhendo milho desde a primeira quinzena de junho em algumas regiões do estado.

Em relação a expectativa de produção desde ciclo, a quebra, conforme os dados da Aprosoja/MS, é de aproximadamente 26,22%, já que as primeiras projeções da temporada, feitas em fevereiro desde ano, apontavam para uma produção de 9,400 milhões de toneladas.

A Aprosoja/MS reitera dois fatores como os principais para explicar a queda na produção. O primeiro é a diminuição da área cultivada em aproximadamente 8,21%, de 1,8 milhão para 1,7 milhão de hectares.

O segundo, conforme o presidente da Aprosoja/MS, Juliano Schmaedecke, foi a variação climática. “Viemos da melhor segunda safra de milho (ciclo anterior), com uma esperança de repetir o desempenho. Mas neste ano, as condições climáticas atrapalharam nossa produtividade”, acrescentou.

Entre abril e maio, já com o cereal plantado, houve uma estiagem que em muitas propriedades foi superior a 40 dias, o que impactou desde as lavouras que estavam no estágio de desenvolvimento vegetativo até aquelas que já tinham atingido o período de floração e de frutificação.

O impacto severo da estiagem e das precipitações esparsas neste período foi potencializado em parte pelo atraso no plantio do cereal. Isso ocorreu porque a cultura semeada antes, no sistema de rotação, a soja, também sofreu com retardo na semeadura, em decorrência da estiagem em outubro do ano passado, e depois com demora na colheita, devido, desta vez, ao excesso de chuvas. O quadro provocou o deslocamento da janela de plantio do milho segunda safra em várias regiões do estado.

Em razão deste quadro, a produtividade do milho segunda safra que no ciclo anterior foi de 88,3 sacas por hectare, vai cair neste para 68 sacas por hectare, a segunda menor das últimas cinco temporadas.

Apesar da redução na safra, o diretor-tesoureiro do Sistema Famasul, Luis Alberto Moraes Novaes, falou do desempenho obtido pelo agro em Mato Grosso do Sul. “Não teríamos esse ambiente para o avanço da agricultura senão fosse a pesquisa e o trabalho da comunidade de cientifica, somatório das ações desenvolvidas pelas duas fundações e pelas três Embrapas existentes no estado. O nosso ambiente institucional é exemplo para o Brasil”, ressaltou.

Fonte: G1 MS

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