Tecnologia

Robótica tem o poder de gerar renda e reduzir desigualdades, diz criador de plataforma lançada pelo Sesi

ssa por profundas transformações e exige profissionais que tenham domínio cada vez maior das tecnologias, quanto mais as pessoas estiverem preparadas, mais chances de conseguirem um emprego terão. E, quanto mais qualificadas, maiores os salários. O resultado é uma melhor distribuição de renda, redução das desigualdades sociais, e dos índices de desemprego e violência.
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A constatação é do PhD em Engenharia Geomática, Mohamed Elhabiby, presidente e desenvolvedor da RoboGarden, uma plataforma online que, a partir de agora, passa a integrar a grade curricular da rede de escolas do Sesi de Mato Grosso do Sul como um projeto piloto para 120 alunos do 6º ano e da 1ª série do Ensino Médio. A plataforma, utilizada em escolas de diversos países do mundo, ensina aos estudantes códigos de programação em JavaScript e Phyton, preparando-os, desde cedo, para a nova realidade das profissões e domínio das tecnologias digitais.

A RoboGarden foi apresentada ontem (9), no Edifício Casa da Indústria, por Mohamed a uma plateia lotada de pais e alunos da Escola do Sesi da Capital, que entenderam o poder transformador da educação tecnológica e como sairão na frente com o diferencial de, desde cedo, dominarem a linguagem de programação.

“O que eu fazia quando comecei a trabalhar alguns anos atrás hoje já está obsoleto. Então é preciso compreender, assim como as grandes potências do mundo já vem fazendo, que o modelo de educação tradicional está ultrapassado e o mercado de trabalho busca aquele aluno que saiba transformar ciências, matemática e português em soluções que tenham utilidade prática”, disse Mohamed.
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Indústria 4.0

Anfitrião do evento, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, destacou o cenário de transformações diante da 4ª Revolução Industrial. “Novas profissões surgirão e, por isso, inovar foi uma demanda que apresentamos à nossa área técnica do Sesi, porque este é o futuro do emprego e das indústrias”, disse.

O superintendente do Sesi, Bergson Amarilla, disse que o mercado de trabalho já sente falta de profissionais como engenheiros e tecnólogos. “E para despertar o interesse dos jovens por essas áreas é preciso começar na educação de base, mudar o mindset dos jovens com relação ao mercado de trabalho”, ressaltou.

O reitor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Marcelo Turine, acrescentou que a comunidade acadêmica, de fato, defende uma mudança de paradigma na educação para que, ao chegar na universidade, o jovem seja um cérebro pensante. Já o reitor da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), Fábio Edir, completou que a iniciativa do Sesi de oferecer aos estudantes um primeiro contato com a linguagem de programação desde cedo os leva a feitos grandiosos pelo país. “É desta forma que surgem jovens interessados em estudar em pensar em formas de como contribuir com a sociedade”, disse.
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Profissões do futuro

Segundo uma pesquisa do Senai, dentro de dez anos surgirão profissões que não existem atualmente, como engenheiro de cibersegurança, técnico em informação e automação, mecânico de veículos híbridos e projetista para tecnologias 3D. Todas elas passam, necessariamente, por programação de códigos.

“O Senai apoia esse trabalho do Sesi com a RoboGarden porque faz parte do nosso propósito de iniciar com os alunos do ensino básico o aprendizado de maneira mais lúdica, porém mais assertiva, para que posavam levar com eles essa formação até o nível superior, de preferência, dentro das escolas do Sesi e da Faculdade do Senai, tornando-os profissionais completos e preparados para as necessidades do mercado”, finalizou o gerente-regional do Senai, Rodolpho Mangialardo.

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