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Serial killer é condenado a mais de 18 anos de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver

Serial killer é condenado a mais de 18 anos de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver

Foi realizado ontem (20/2), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande, mais uma sessão de julgamento do réu conhecido como «Nando», que responde por vários assassinatos e é considerado serial killer, que agia na região do bairro Danúbio Azul. 

Segundo o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), por maioria dos votos declarados, Nando foi condenado a 18 anos e 3 meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Outro acusado de ter participação no crime também foi condenado por homicídio, mas absolvido da acusação de ocultação de cadáver. A pena é de dez anos e dez meses de prisão.

Conforme o processo, os dois condenados teriam matado a adolescente conhecida por Larissa, que na época do crime, em 2016, tinha 16 anos. 

Durante a sessão de julgamento, o promotor requereu a condenação dos réus por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A defensora pública sustentou a tese de absolvição por negativa de autoria e ausência de provas. De forma subsidiária, a defesa de Nando pediu a exclusão das qualificadoras e o defensor do segundo homem pediu o reconhecimento da participação de menor importância. 

Os jurados condenaram Nando nos termos da pronúncia: homicídio qualificado por motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima e ocultação de cadáver. Com relação ao coacusado, o conselho de sentença o condenou como partícipe do homicídio com duas qualificadoras (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), sendo afastada a qualificadora asfixia e absolvido do crime de ocultação, reconhecida a tese da defesa de participação de menor importância.  

Para o mês de março estão previstos outros dois júris populares tendo «Nando» como réu, na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. 

O caso

De acordo com os autos, em março de 2016, a vítima foi assassinada e o corpo enterrado em local ermo no Jardim Veraneio, em Campo Grande. 

Segundo o inquérito policial, em falsas mostras de amizade, enquanto usavam drogas, “Nando”  convenceu a vítima a entrar em seu veículo para juntos fazerem “uns corres”. Em dado momento, ele obteve a confissão da vítima sobre furtos praticados em sua residência, motivando-se a matar a adolescente.

A vítima, sem saber o que a esperava, foi surpreendida por “Nando”, que a enforcou com uma correia utilizada em máquina de lavar roupa e em seguida a asfixiou, enquanto o outro acusado continha os movimentos da adolescente, bem como vigiava o local, para garantir a execução do crime.

Os acusados foram pronunciados no art. 121, § 2º, incisos I, III (homicídio qualificado por motivo torpe, asfixia, dissimulação e meios que dificultaram a defesa da vítima) e no art. 211 do Código Penal (destruir, subtrair ou ocultar cadáver ou parte dele). 

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