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Temer deve decidir novo líder no Senado até esta terça, diz Marun

Senador Romero Jucá (MDB-RR) deixou o cargo por discordar da forma como o governo federal está tratando a questão dos venezuelanos em Roraima

POLÍTICA TROCA

O ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Marun, afirmou que o presidente Michel Temer definirá um novo nome para assumir a liderança do governo no Senado até esta terça-feira (28). Na tarde desta segunda, o senador Romero Jucá (MDB-RR) deixou o cargo por discordar da forma como o governo federal está tratando a questão dos venezuelanos em Roraima. Ele disse que, como líder, não poderia cobrar e reclamar do governo nesta questão.

“O presidente tem algumas ideias de convite e até amanhã terá selecionado um novo líder”, disse Marun. Mais cedo, Jucá afirmou que o cargo poderia ficar com o primeiro vice-líder, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) mas Marun afirmou que Temer não chegou a conversar com o pernambucano.

O ministro classificou a decisão de Jucá como uma “atitude ética” e disse não acreditar que o senador tenha tido alguma intenção eleitoreira. “Jucá está tomando uma atitude ética. A partir do momento em que ele discorda da nossa atitude em relação a essa questão, ele decide se afastar da liderança do governo e, a partir daí, ele tem a liberdade de tomar as atitudes que entender as mais devidas para a questão”, disse.

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Questionado sobre se o governo já esperava um rompimento de Jucá, Marun afirmou que, diante da negativa de fechar a fronteira do Brasil com a Venezuela em Roraima, principal pleito do senador junto ao governo federal, o Planalto sabia que essa “poderia ser uma das consequências”.

Em nome do governo, Marun agradeceu Jucá por seu “dinamismo e inteligência durante o tempo em que exerceu a função”. “Desejamos êxito agora, principalmente nessa empreitada eleitoral a qual ele se dedica a partir de agora com mais afinco”, disse. Jucá é candidato à reeleição ao Senado por Roraima.

Marun também reafirmou a decisão do governo federal de não fechar a fronteira para conter o fluxo de entrada de venezuelanos no estado. “O Brasil tem condição de resolver a crise sem romper com nossa tradição, com nossa história e com os acordos internacionais que celebramos”, disse.

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