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Foi o Youtube hackeado?

Foi o Youtube hackeado?

Comecemos por esclarecer que o Youtube em si não foi a vítima do hack, mas sim a Vevo. A Vevo é uma conta de YouTube multinacional que pertence a 3 das maiores produtoras de música mundialmente: Sony Music Entertainment, Warner Music Group e Universal Music Group. Certamente está familiarizado com esta conta do Youtube, pois esta é a fonte dos videoclipes de alguns dos artistas mais populares do mundo.

Numa manhã de Abril, os utilizadores do Youtube repararam que diversos dos vídeos oficiais mais populares da plataforma estavam a ser removidos e substituídos, e eventualmente, a Vevo viria a ser alertada de uma atividade suspeita nos seus uploads. Este foi o caso de “Despacito”, a música de Luis Fonsi e Daddy Yankee que bateu o recorde de vídeo mais visto de sempre no Youtube com 5 biliões de visualizações desde o seu lançamento em janeiro de 2017, ultrapassando músicas como o “Gangnam Style” que chegou apenas aos 3 biliões. Os vídeos removidos viriam a ser substituídos por vídeo-imagens de um grupo mascarado e equipado com armas de fogo, que pareciam ter encontrado inspiração dos seus disfarces na mais recente sensação do Netflix, a Casa de Papel.

Outros artistas que foram afetados por este hack incluem Shakira, Selena Gomez, Drake, Katy Perry, Taylor Swift e Chris Brown. Todos os videoclipes afetados foram carregados nas contas Vevo dos artistas, e não foi claro de imediato se os hackers teriam conseguido acesso a partir das contas individuais ou a partir da própria rede da Vevo. Fontes confirmaram que o ataque não foi à plataforma de Youtube em si, pois nenhum outro conteúdo para alem de videoclipes oficiais de artistas musicais teria sido afetado. “A Vevo pode confirmar que um número de vídeos no seu catálogo foi sujeito a uma falha de segurança, mas que já foi resolvida”, comentou um representante da Vevo. “Estamos trabalhando para resolver os vídeos afetados e o nosso catálogo estará funcionando na sua totalidade brevemente. Iremos continuar a investigação da fonte da falha de segurança.”

O maior problema, é que esta não foi a primeira vez que a Vevo foi atacada. Esta conta que é administrada independentemente do Youtube, sofreu um outro ataque em setembro de 2017, onde aproximadamente 3.12 TB de ficheiros de origem interna foram expostos online. Este ataque terá sido organizado pelo OurMine, o mesmo grupo envolvido em ciberataques ao BuzzFeed e as contas pessoais do Twitter e do Pinterest do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg. É importante notar que o Vevo é uma conta no Youtube, e que é um canal como todos os outros, ou seja, não pertence à plataforma. Facilmente, no entanto, se associa o Youtube e a Vevo como sendo uma única empresa, e a verdade é que só em maio de 2013, a Vevo contou com 50 milhões de visualizações únicas, uma das maiores contribuições de sempre a partir de um parceiro do Youtube.

Apesar do acontecido, enquanto a Vevo investiga a origem do ataque, o Youtube tem mostrado o seu apoio ao tentar analisar o acontecido juntamente com eles.

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