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Com 125 focos de calor, MS ainda está em alerta para queimadas

Nesta sexta-feira (20), uma equipe do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal deve chegar no Estado para ajudar no controle da situação nas regiões mais críticas

(Foto: Divulgação | Corpo de Bombeiros)

A situação na região do Pantanal ainda é crítica. Em uma atualização realizada nesta quarta-feira (18), o número de focos de calor em Mato Grosso do Sul chega a 125 e a maioria se concentra em Corumbá, totalizando 68% do bioma e conquistando o primeiro lugar no ranking de queimadas no Brasil, segundo informações da Cedec (Coordenadoria de Defesa Civil de Mato Grosso do Sul). Para ajudar no controle da situação, uma equipe do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal está a caminho do Estado e deve chegar na próxima sexta-feira (20) para dar um suporte nos trabalhos.

De acordo com o coordenador da Cedec, Coronel Fábio Catarinelli, os maiores focos de calor no Estado se concentram no Pantanal, sendo Corumbá o Campeão com 65 focos. Em segundo e terceiro lugar está Aquidauana, com 23, e Porto Murtinho com 13. “Por bioma, temos 68% dos focos de calor, hoje no Estado, na região do Pantanal, 24% na região do Cerrado e 8% no bioma da Mata Atlântica”, explica.

Ainda segundo informações do coordenador da Cedec, na parte da manhã há uma diminuição dos focos, porém a tarde os números triplicam. “Isso é uma consequência da temperatura. Depois do meio dia fica mais quente, a umidade relativa do ar diminui e só a noite que volta a dar uma amenizada. Além da temperatura, a corrente de vento também aumenta e os focos de calor que talvez tenham se apagado podem se reacender. Por isso haverá mais um reforço nas equipes que estão trabalhando”, informa.

O Governo do Estado garantiu reforço operacional para combater os incêndios florestais que se alastram pelo Pantanal e Cerrado. Uma equipe de apoio do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, composta por 34 militares que virão com as viaturas e uma aeronave, deve chegar nesta sexta-feira (20) para atuar nas regiões críticas. A vinda desses profissionais foi confirmada pela Sala de Situação Integrada, coordenada pela Defesa Civil do Estado.

Acompanhamento dos casos

A Sala de Situação Integrada está atuando fortemente no monitoramento das queimadas no Estado. Foi criada recentemente e nela atuam o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Defesa Civil e Corpo de Bombeiros onde concentram informações de campo, levantamentos do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e previsões climáticas para tomada de decisões.

“O que dá para observar pelo satélite é que tem bastante focos dispersos em Corumbá, próximo aonde aconteceu o incêndio na Fazenda Caiman. Porto Murtinho também tem muitos focos perto de uma região indígena chamada aldeia Kadiweu”, informou o coordenador da Cedec, Fábio Catarinelli.

O Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) informou que a expectativa de chuvas para o Estado, no período de 25 de setembro a 3 de outubro, é de 20 milímetros.

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