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Cabral chora ao falar com Lula em audiência sobre fraude na Olimpíada

Ex-presidente é ouvido pelo juiz Marcelo Bretas como testemunha de defesa do ex-governador do Rio

© Antonio Cruz / Agência Brasil

O ex-presidente Lula foi ouvido, por meio de videoconferência, pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, como testemunha de defesa do ex-governador Sérgio Cabral.

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Os processos contra Cabral fazem parte da operação Unflair Play, que apura um suposto esquema de corrupção para a compra de apoio na votação que definiu o Rio como sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

A partir de Curitiba, onde encontra-se preso na superintendência da Polícia Federal (PF), Lula apareceu de terno e de gravata com as cores da bandeira do Brasil.

Antes do início da audiência, brincou com o juiz. “Não fala mal de mim não que eu estou ouvindo hein”. Depois, ainda disse: “Estou bonito, hein? Esta gravata é da conquista das Olimpíadas”.

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Já Sérgio Cabral, ao entrar na sala, pediu para conversar com Lula. “Aproveitar que minha família está aqui. Estava preso quando dona Marisa faleceu, então a transmissão dos meus sentimentos. Meu abraço ao senhor, da Adriana, meu e dos meus filhos”, falou o ex-governador, com olhos marejados.

Depois, Bretas faz um alerta a Lula. “O senhor deve ter percebido que a imprensa está aqui, há interesse em ouvir seu depoimento e devo deixar registrado que esse momento é exclusivamente para que o senhor responda às perguntas da defesa ou das defesas com relação a esta ação penal. Não faremos aqui digressões políticas de eventos passados”.

O ex-presidente responde: “Senhor Bretas, meu compromisso aqui é com a verdade. Não acredito que hoje esteja um brasileiro que esteja mais na busca da verdade que eu. Estou cansado de mentiras e quero a verdade. Não faremos aqui digressões políticas de eventos passados”.
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Em seguida, o juiz começa a questionar Lula sobre a relação de amizade com os réus na ação – além de Cabral, o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, conhecido como Rei Arthur, o ex-diretor de Operações do Comitê Rio 2016, Leonardo Gryner, e os senegaleses Papa Diack e Lamine Diack são investigados. O petista negou.

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