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Agentes recolhem pendrives e chocolate na cela de Estevão e Dirceu

Itens foram encontrados em inspeção feita nesse domingo (17/6), no Complexo Penitenciário da Papuda

Durante inspeção feita na cela onde estão presos o empresário Luiz Estevão e o ex-ministro José Dirceu, nesse domingo (17/6), foram recolhidos pendrives e chocolate. Os itens são proibidos. Os dois cumprem pena na cela 4 do bloco 5, na Ala dos Vulneráveis, no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário da Papuda.

Agentes também apreenderam anotações do ex-ministro Geddel Vieira Lima. A operação, batizada de Bastilha, foi realizada pela Coordenação de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do DF, chefiada pelo delegado Fernando César Costa, e pela Promotoria de Execução Penal do Ministério Público do DF e dos Territórios (MPDFT).

As buscas foram autorizadas pela Vara Criminal de São Sebastião. A ação foi gravada, mas as imagens não vão ser divulgadas para não expor o interior da cadeia.
Segundo a polícia, as buscas teriam sido feitas após denúncia de que haveria regalias dentro da prisão.

Até a noite desse domingo (17), os advogados de Luiz Estevão disseram não ter sido informados e preferiram não comentar o assunto até que tomem conhecimento da ação.

Segunda operação
A operação ocorre um ano e meio depois de policiais lotados na Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal (Sesipe) vistoriarem o local e recolherem uma cafeteira e cápsulas de café, além de chocolate e macarrão.

O empresário Luiz Estevão é o que está há mais tempo na cela 4. Ele cumpre pena há dois anos e dois meses por peculato, estelionato e corrupção ativa em razão do episódio da construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP).

José Dirceu foi condenado a 30 anos e 9 meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema de corrupção da Petrobras. Ele chegou à Papuda em 18 de maio de 2018.

Geddel Vieira Lima foi indiciado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de investigação. Denunciado na operação Cui Bono, também virou alvo de investigação da Polícia Federal após serem encontrados R$ 51 milhões dentro de malas em um apartamento ligado a ele, em Salvador (BA).
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