Quem é o mais preparado para substituir Flávio Kayatt?, Por Edilson José

Indicado para ocupar a vaga de Marisa Serrano no Tribunal de Contas do Estado (TCE), o deputado estadual Flávio Kayatt (PSDB), deixará como já havíamos antecipado em artigo anterior a representação de Ponta Porã na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Agora que já está sacramentada a indicação do político mais popular e campeão de votos durante duas décadas seguidas na fronteira, resta saber quem assumirá o espolio político deixado por Kayatt.

O maior patrimônio deixado pelo agora ‘quase’ conselheiro do TCE é, sem dúvida, os seus eleitores.

Enquanto deputado, prefeito e deputado novamente, Kayatt nunca abandonou as suas bases eleitores.

Sempre tratou companheiros como companheiros e adversários como adversários. E sempre que colocou seu nome à apreciação a população lhe consagrou nas urnas como o político mais votado na história em nível municipal para representar Ponta Porã no parlamento estadual. E quem teria perfil pelo menos parecido?

Realmente isso é uma incógnita. Já que muitos dos políticos que hoje se lançam como possíveis substitutos nunca demonstraram a mesma competência no trato com o povo e, muito menos, com os ditos companheiros. Sempre deixaram eleitores de lado no pós-eleitoral e passaram a tratar companheiros como adversários e adversários como companheiros. Alguns tiveram carreira curta. Outros ainda sobrevivem. Mal, é bem verdade, mas sobrevivem. Não separar o joio do trigo é como colocar a raposa para cuidar do galinheiro. Não tem como dar certo.

A verdade é que a aposentadoria de Flávio Kayatt encerra a brilhante carreira de um político vitorioso e coloca um ponto final em um ciclo da nossa história. Agora é que vamos ver quem é que tem “bala na agulha”. E se alguém pensa que estrutura financeira é tudo numa campanha política, pode ir tirando o ‘cavalinho’ da chuva. É claro que sem estrutura não se chega a lugar nenhum, mas o tato com o povo vale mais que dinheiro. O político que tem o tato, quando chega no seu reduto eleitoral causa ao seu eleitor uma sensação de bem-estar, segurança e afeto. O eleitor sabe que pode contar com ele.

Sem querer semear desânimo aos futuros postulantes ao preenchimento da lacuna aberta com a saída de Flávio Kayatt, o fato é que a população hoje está um pouco desacreditada em alguns nomes e, amanhã, poderá estar ainda mais desacreditada e tudo isso vai refletir na soma de votos em 2018. Portanto, conselho se fosse bom era vendido, mas mesmo assim vou deixar o meu aqui. Candidato bom não é aquele que aparece no período eleitoral, mas aquele que não esquece quem o ajudou e o colocou no cargo. Kayatt fez isso, a receita deu certo, agora é só copiar.

*Jornalista

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