Policial

Polícia Civil anuncia prisão de integrantes de organização criminosa em Juiz de Fora

Foram 26 pessoas presas. Também foram apreendidos um adolescente, dez carros, drogas, R$ 120 mil e diversos outros materiais.

Por G1

A Polícia Civil anunciou a prisão de 26 pessoas e a apreensão de um adolescente durante a megaoperação desencadeada na madrugada deste sábado (9) em Juiz de Fora. O balanço foi divulgado em coletiva no fim da manhã.

A megaoperação, batizada de «Trem-Bala», segue em andamento.

Eles são suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, associação para o trafico, receptação, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa.

«Entre eles, há alguns com envolvimento com homicídios, por causa de disputa de ponto de tráfico. Eles foram presos anos atrás, estavam soltos e na ativa. Agora com este conjunto de provas forte, a gente acredita que vão pegar uma pena expressiva», ressaltou delegada geral Patrícia Ribeiro de Souza Oliveira.

Foram cumpridos os mandados de prisão emitidos pela Justiça e de apreensão pela Vara de Infância e Juventude. Os 22 homens irão para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp); as quatro mulheres, para a Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires e o adolescente para o Centro Socioeducativo no Bairro Santa Lúcia.

Também foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão nos Bairros JK, São Benedito, Ipiranga, Aeroporto e Granbery. Foram apreendidos celulares, mais de R$ 120 mil em dinheiro, tablete e buchas de maconha, pés de maconha, além de dez veículos.

Mais de 120 policiais civis da área do 4º Departamento de Polícia Civil, inclusive com uso de drones, e dois cães farejadores do Canil em Belo Horizonte, trabalham na megaoperação.

Organização criminosa
A megaoperação é resultado de cerca de um ano de investigação e trabalho de inteligência comandado pela Delegacia Especializada Antidrogas, com apoio do Laboratório de Lavagem de Dinheiro, em Belo Horizonte.

Entre os presos, estão dois de três irmãos chamados de «Metralhas», considerados os «chefes» do tráfico de drogas no Bairro São Benedito. Segundo o delegado Rogério Woyame, outros parentes também estavam envolvidos nos crimes.

“Essas pessoas continuaram atuando com o dinheiro que ganhavam com o tráfico de drogas. Iniciamos o trabalho de identificar os donos da droga, que eram as pessoas que comandavam o bairro, que enriqueceram com o tráfico. Passamos a trabalhar com a lavagem de dinheiro para atingir o patrimônio desses chefes do tráfico. Diversos bens foram relacionados para a Justiça para serem aprendidos e sequestrados, a fim de atingir o patrimônio da organização criminosa”.

De acordo com a chefe do 4º Departamento da Polícia Civil, delegada geral Patrícia Ribeiro de Souza Oliveira, foi um trabalho complexo para identificar os envolvidos e o papel de cada um no grupo.

«Os chefes gerenciam a situação sem colocar a mão na droga, porque cada elemento tem uma função determinada e a equipe precisou de tempo para delinear e comprovar isso. Comprovamos o uso de empresas ‘laranjas’ para lavar o dinheiro conseguido no tráfico. Eles possuíam os imóveis de alto luxo e carros importados. Realizavam movimentação bancária de altos valores em nomes de terceiros», explicou Patrícia Ribeiro.

Ainda de acordo com a delegada, a operação atacou a forma do grupo se sustentar financeiramente.

«Com os bens sequestrados e as contas bloqueadas, eles terão dificuldade de continuar comandando mesmo de dentro das prisões, como fizeram antes. E assim vamos conseguir diminuir o poder deles», ressaltou.

Comentarios

Más popular

Hasta arriba