Policial

OPERAÇÃO. PARANHOS,RIO E ESPIRITO SANTO; já são 13 presos

Operação em três estados mira família de atacadistas de drogas e armas; já são 13 presos

Policiais tentam cumprir 19 mandados de prisão no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em Mato Grosso do Sul.

Por Leslie Leitão, Narayanna Borges e Fernanda Rouvenat, TV Globo, GloboNews e G1 Rio

17/01/2019 06h48  Atualizado há 3 horas


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Polícia cumpre mandados de prisão e busca e apreensão no RJ, ES e MS

Polícia cumpre mandados de prisão e busca e apreensão no RJ, ES e MS

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro em três estados tenta prender, nesta quinta-feira (17), 19 pessoas suspeitas de fornecer armas e drogas para traficantes. Muitos dos procurados são da mesma família. Até as 10h, 13 pessoas foram presas. Há, ainda, 18 mandados de busca e apreensão em andamento.

A polícia afirma que o chefe da quadrilha, o sul-mato-grossense Edson Ximenes Pedro, conhecido como Pelincha, é rival do traficante Marcelo Piloto, que atuava do Paraguai e foi expulso para o Brasil em novembro de 2018.

De acordo com o delegado Fabio Asty, titular da 25ª DP (Engenho Novo), as investigações da Operação Bad Family tiveram início há cerca de um ano e apontaram que a organização criminosa abastece em larga escala as principais comunidades do estado:

  • Complexo do Alemão;
  • Complexo do Lins;
  • Jacaré;
  • Maré;
  • Cabo Frio, na Região dos Lagos;
  • Nova Friburgo, na Região Serrana.

A quadrilha também fornece para o tráfico de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. A polícia afirma que a família movimentava valores que ultrapassavam R$ 200 milhões ao ano. São 19 mandados de prisão: quatro no Mato Grosso do Sul, dois no Espírito Santo e 13 no Rio de Janeiro – quatro no interior do estado.

Marcus Vinicius de Paiva, o Marquinho Monstrão, preso em Nova Iguaçu durante a operação — Foto: Fernanda Rouvenat/G1

Marcus Vinicius de Paiva, o Marquinho Monstrão, preso em Nova Iguaçu durante a operação — Foto: Fernanda Rouvenat/G1

Segundo o delegado Fábio Asty, da 25ª DP (Engenho Novo) as investigações duraram um ano e foram fundamentais para descobrir a atuação da quadrilha no Rio. “Há pelo menos oito anos essa organização criminosa já havia abastecendo o Rio de Janeiro”, afirmou o delegado.

As investigações também mostraram uma enorme movimentação financeira e de armas entre os estados, principalmente pelas estradas. “A movimentação anual financeira é por volta de R$ 200 milhões por ano, e foi possível bloquear o mais importante, né, desarticular usar o braço financeiro: foi feito o bloqueio de nove contas bancárias”, pontuou Asty. O traficante Fábio Pereira de Souza, segundo a polícia, era o principal concorrente do traficante Marcelo Piloto, que estava preso no Paraguai e foi levado de volta para um presídio brasileiro em novembro.

Agronegócio

Ainda segundo o delegado, a família do Município de Paranhos, em Mato Grosso do Sul, e atuante no agronegócio, utilizava sua propriedade rural para servir de entreposto para o recebimento e distribuição de drogas, principalmente maconha e cocaína.

As investigações também descobriram que o agronegócio servia para lavar o dinheiro da venda de armas e drogas. Os suspeitos tiveram todos os valores existentes nessas contas sequestrados judicialmente.

Segundo a polícia, Pelincha contava com o auxílio direto de sua esposa, irmãos e cunhado na execução das atividades criminosas. As investigações demonstraram que Pelincha fornecia mensalmente às comunidades fluminenses cerca de duas toneladas de maconha e meia tonelada de cocaína.

Edson Ximenes já foi preso em 2013 pela Polícia Federal e cumpriu pena por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele utilizava identidade falsa, em nome de Fabio Pereira de Souza, e está foragido do sistema prisional desde que progrediu ao regime semiaberto. G1

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