Fronteira

Reinaldo Azambuja anuncia cota zero para a pesca nos rios de MS

O decreto sobre a cota zero para a pesca nos rios de Mato Grosso do Sul começa a partir de fevereiro.

Governador disse que o estado fará recadastramento dos pescadores profissionais para corrigir disparidades no setor   (Chico Ribeiro)

O Governo do Estado vai estabelecer, por meio de decreto, cota zero para a pesca nos rios de Mato Grosso do Sul, a partir de fevereiro, anunciou o governador Reinaldo Azambuja ao participar do encontro dos pescadores esportivos, neste sábado (26), em Campo Grande. O modelo da nova legislação está sendo finalizada por técnicos da secretaria estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).

Em dezembro do ano passado, o governador sancionou a lei aprovada pela Assembleia Legislativa que proíbe a pesca do dourado por cinco anos, e o fim da cota de pesca amadora era uma medida que estava sendo aguardada há muito tempo pelos amantes dessa atividade e também pelo trade turístico. “É uma decisão de governo, está tomada, e na primeira semana de fevereiro vamos publicar a normativa com as novas regras de pesca”, disse Reinaldo.

Junto à medida, o estado estabelecerá uma cota de pescado para ser degustado no barco ou na pousada e também definirá uma política de sustentabilidade dos pescadores profissionais. O governador adiantou que a Semagro está realizando um recadastramento de todos os filiados nas colônias de pescadores, com a participação das entidades, cruzando informações com dados do setor de pesca do governo federal. “Sabemos que há muitas irregularidades e quem é realmente pescador profissional está sendo explorado, vivendo sob pressão. Esse pescador profissional pode trabalhar como guia de pesca, ter uma renda digna”, declarou.

Com a cota zero – defendida pelo trade turístico de Corumbá, principal destino de pesca amadora do estado -, segundo Reinaldo Azambuja, Mato Grosso do Sul vai estimular a prática da pesca esportiva, da qual é adepto, e fomentar o turismo, além de recuperar o estoque pesqueiro. “O nosso peixe está diminuindo a cada ano nos nossos rios”, atestou. “Vamos receber mais turistas, valorizar o pescador profissional e acabar com o atravessador.”

jd1noticias

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