Economia

Dólar fecha em queda com trégua na ‘guerra comercial’ entre EUA e China

O dólar recuou nesta segunda-feira (3), após os presidentes da China e dos Estados Unidos terem concordado no final de semana em suspender novas tarifas comerciais por 90 dias e ainda com o avanço do preço do petróleo aliviando a pressão sobre o câmbio.

A moeda norte-americana caiu 0,44%, vendida a R$ 3,8413. Na mínima do dia, foi a R$ 3,8163. O dólar turismo foi negociado a R$ 4,01, sem considerar o IOF (tributo).

Apesar de ‘trégua’, guerra comercial está longe do fim; veja impacto para o Brasil
O acordo entre EUA e China também repercutia nos mercados de ações. O principal índice da bolsa brasileira, a B3, operava em alta, em dia de avanço também nas bolsas internacionais.

O avanço dos preços do petróleo nesta sessão, sob influência da trégua comercial e antes de uma reunião dos produtores nesta semana, também ajudou a aliviar a pressão no câmbio. Há expectativa de que os integrantes da Opep anunciem um corte na produção.

‘Trégua comercial’

China e EUA concordaram em não aplicar tarifas adicionais, em um acordo que evita que a guerra comercial cresça, no momento em que ambos os lados tentam resolver as divergências em novas negociações que visam alcançar um acordo dentro de 90 dias.

A Casa Branca disse no sábado que o presidente Donald Trump falou ao presidente chinês, Xi Jinping, que não aumentará as tarifas sobre US$ 200 bilhões em bens chineses para 25% em 1º de janeiro, como anunciado anteriormente.

Pequim, por sua vez, concordou em comprar uma quantidade não especificada, mas “muito substancial” de produtos agrícolas, energéticos e industriais, disse a Casa Branca em comunicado. Também concordou em “reduzir e remover” tarifas abaixo do nível de 40% sobre veículos dos EUA.

“A trégua de 90 dias no embate comercial Estados Unidos/China dá algum respiro momentâneo aos mercados que esperam que durante esse período as maiores economias do planeta possam enfim encontrar bom termo nas negociações comerciais”, escreveu, segundo a Reuters, o operador de câmbio da corretora Advanced, Alessandro Faganello, ao acrescentar que a “notícia tende a aumentar ao apetite por risco”.

Cenário interno e BC

Internamente, os investidores monitoraram o noticiário político, ainda à espera de um acordo sobre a cessão onerosa e também a recuperação do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que foi diagnosticado com uma infecção viral.

O BC vendeu nesta sessão 13,83 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 691,5 milhões do total de US$ 10,373 bilhões que vence em janeiro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la nas próximas três semanas, como previu o BC em nota, terá feito a rolagem integral.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,70 para R$ 3,75 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,78 para R$ 3,80 por dólar.

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