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Cientistas russos freiam envelhecimento

Cientista segura um dos camundongos geneticamente modificados usados no experimento: composto desacelerou ou evitou aparecimento de características relacionadas à idade nos animais Foto: Divulgação/The A.N. Belozersky Institute Of Physico-Chemical Biology
Um composto antioxidante artificial desenvolvido por cientistas russos mostrou ser capaz de desacelerar processos de envelhecimento ligados a mutações nas mitocôndrias, as “usinas de energia” de nossas células e que têm um DNA próprio, independente do concentrado no núcleo. Em experimento com camundongos, o composto, batizado SkQ1, conseguiu frear ou mesmo barrar o desenvolvimento de traços relacionados à idade.

A experiência conduzida na Universidade Estatal Lomonosov de Moscou usou camundongos geneticamente modificados para terem uma taxa de mutação mais rápida das mitocôndrias. Isto leva a um envelhecimento acelerado dos animais, que vivem menos de um ano, contra os mais de dois anos que podem alcançar os camundongos de laboratório.

Começando aos cem dias de idade, um grupo destes camundongos mutantes passou a receber pequenas doses do SkQ1 diluídas em sua água, enquanto outro conjunto de animais serviu de grupo de controle, tomando água pura. Segundo os pesquisadores, as diferenças entre os dois grupos ficaram óbvias a partir dos 200 a 250 dias.

No grupo de controle, os camundongos envelheceram mais rapidamente como o esperado. Eles perderam peso, sua temperatura corporal diminuiu, suas espinhas se curvaram como resultado da osteoporose, sua pelagem ficou mais rala e a pele mais fina, e, no caso das fêmeas, os cios pararam de acontecer, até que, por fim, sua mobilidade e consumo de oxigênio também se reduziram. Já entre os que receberam o composto o desenvolvimento destes traços típicos do envelhecimento dos animais foi muito mais lento e, em alguns casos, nem foram notados no grupo.

Este trabalho é consideravelmente valioso tanto do ponto de vista teórico quanto do prático – diz Vladimir Skulachev, professor da universidade russa, criador do composto e coautor de artigo sobre o experimento, publicado na última edição do periódico científico “Aging”. – Primeiro, demonstramos claramente o papel chave dos radicais livres produzidos pelas mitocôndrias no processo de envelhecimento de mamíferos. E, ao mesmo tempo, nosso estudo abriu caminho para o tratamento do envelhecimento com antioxidantes que tenham como alvo as mitocôndrias.
Skulachev pretende desenvolver uma série de remédios baseados no seu composto. O primeiro deles, o colírio Visomitin – indicado para o tratamento da síndrome dos olhos secos, mas que também se mostrou capaz de prevenir o desenvolvimento de retinopatias, uveites e catarata, já foi aprovado e está no mercado russo, além de ter passado pela fase 2 de testes clínicos nos EUA. E o próximo que o cientista pretende lançar é uma formulação oral do SkQ1 que tenha efeitos similares ao deste experimento com camundongos.

O composto nesta forma já iniciou o processo de ensaios clínicos com humanos na Rússia e Skulachev acredita que, se os resultados forem positivos, um remédio “anti-envelhecimento” com base nele pode chegar ao mercado num prazo de dois a três anos.(Extra)

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