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‘Terrorismo’, diz pai cuja filha planejou morte da família no RS

Adolescente de 17 anos confessou ter planejado a morte da família.
Crime teria sido motivado pela não aceitação de relacionamento amoroso.
Ainda abalado pela tentativa de homicídio da própria família planejada pela filha mais nova, Ernani Engelmann, 49 anos, se recupera dos ferimentos na cabeça, nas costas e em outras partes do corpo. Sua preocupação no momento é com o filho mais velho, Mateus, que terá a perna amputada neste sábado (21).
Sobre a noite que viveu na madrugada de quinta-feira (20), ele compara com o medo que muita gente sentiu em Paris na sexta-feira 13 passada.
“Parecia terrorismo. Parecia uma cena de filme de terror. Nunca imaginei que fosse acontecer uma coisa dessas. Estamos muito chateados com uma coisa dessas”, disse ao G1 na noite desta sexta-feira (20).
Na ocasião, a casa da família, em Três Coroas, no Vale do Paranhana, foi invadida por três homens armados com um martelo, um machado e uma faca. De acordo com a polícia, a filha mais nova, uma adolescente de 17 anos, confessou ter planejado o crime. Ela queria matar o pai, a mãe e o irmão, porque eles não aceitavam o relacionamento amoroso que ela tinha com um dos três agressores.
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Quando os homens entraram na casa começaram a agredir a família. Apenas a adolescente não foi ferida.Teve início uma luta corporal entre as vítimas e os agressores. O pai ficou ferido, mas foi liberado logo após receber atendimento médico, a mãe teve que ser levada para o hospital de Igrejinha, onde estava sob observação, e o irmão foi levado em estado grave para o Hospital de Canoas na Região Metropolitana de Porto Alegre.
“Eu estou mais ou menos, machucado na cabeça, nas costas, na barriga, no braço… Minha esposa está estável, machucada ainda, mas logo deve ter alta. Já o Mateus é que está mal, ele vai perder a perna, mas não corre risco de morrer”, disse sobre o filho mais velho, cujo sonho era ser motorista de caminhão.

Um dos agressores, identificado como Eugenio Corso David, 37 anos, ficou ferido e foi preso na noite da tentativa de homicídio. De acordo com o pai, ele é o namorado da filha e não o adolescente de 16 anos, conhecido como Índio, como a jovem disse à polícia.“Ela esta mentindo para o delegado para proteger ele”, afirmou o pai.
Parece que não é minha filha, não faltou instrução”
Ernani Engelmann
Os outros dois suspeitos do crime, foram presos ainda na quinta-feira. São o adolescente de 16 anos, e um homem de 21 anos identificado como Emerson Juliano Pereira Maier. “Já tinha informação de que esse rapaz não era boa coisa”, disse Ernani.
Após viver uma noite de terror e de ainda assimilar que a própria filha planejou a morte de toda a família, Ernani diz que “parece que não é minha filha, porque não faltou instrução, teve orientação, não só nossa como de outras pessoas, mas não aplicou isso na vida… as más companhias”.
Indagado sobre que conselho daria para outras famílias, Ernani diz que “tem que cuidar muito com as companhias, com quem anda, onde, que horário, tem que acompanhar… as pessoas não fazem ideia que isso pode acontecer”.G-1
Lavaram a casa de sangue
O delegado responsável pelo caso Ivanir Luiz Moschen Caliari disse que o caso chamou atenção pela autoria e pela cena do crime. “A quantidade de sangue na casa foi bastante espantosa, a casa estava lavada de sangue, tanto das vítimas quanto dos executores”, disse.
De acordo com o delegado, o grupo tinha como objetivo matar a família, “uma jovem adolescente como mandante da morte dos familiares”, completou.
Após a tentativa de homicídio, a jovem foi levada para a delegacia de Taquara, mas inicialmente negou que soubesse de alguma coisa. “Teve alguma contradição no início, mas ela resolveu assumir o fato porque ela viu que estava difícil de manter a versão de que não sabia de nada. Ela afirmou que o crime foi planejado em razão do atrito dos pais e do irmão com o namorado”, explicou.
Ainda na quinta-feira (19), a adolescente e o namorado tiveram a internação decretada pela Justiça e foram encaminhados para o Centro de Atendimento Socioeducativo de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos.

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