Economia

Swap cambial reverso: veja o que fez o dólar subir na semana

Swap cambial reverso: veja o que fez o dólar subir na semana

 Dólar: BC voltou a fazer intervenções no câmbio na última semana

Rita Azevedo, de Exame.com

São Paulo — Depois do dólar fechar o mês de junho com a maior perda mensal em 13 anos, o Banco Central voltou a intervir no câmbio. Em apenas uma semana, o órgão realizou cinco leilões de swap cambial reverso. 

O swap reverso é um instrumento derivativo que funciona como uma espécie de compra do dólar no mercado futuro. O mecanismo é uma das formas usadas pelo Banco Central quando há a necessidade de controlar quedas bruscas da moeda norte-americana — o que pode ser prejudicial, por exemplo, para as exportações do país. 

Quando o cenário é oposto, o Banco Central pode utilizar o swap cambial tradicional, que equivale à venda da moeda estrangeira no futuro
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SWAP CAMBIAL REVERSO

O swap reverso é uma das armas do Banco Central contra a desvalorização do dólar.

Ele é um contrato de troca feito entre BC e investidores. Não há transferência de fluxos de capital, mas sim uma troca de rentabilidades.

O BC lança um determinado número de contratos e se compromete a pagar aos compradores os juros do período.

O investidor, por outro lado, paga ao Banco Central a oscilação cambial do período.

A operação equivale à compra do dólar no futuro. Com isso, a queda da moeda tende a ser interrompida.

A validade dos contratos varia. Os lançados na última semana, por exemplo, vencem em setembro deste ano.

Atualmente, o órgão também realiza os leilões para queimar o estoque de swaps tradicionais acumulados ao longo dos meses.

SWAP TRADICIONAL

Assim como no swap reverso, o BC oferece um número determinado de contratos. O objetivo, desta vez, é conter a valorização do dólar.

O órgão se compromete a pagar ao investidor a taxa de câmbio, além de um prêmio.

Já quem compra, se compromete a pagar ao BC a diferença da taxa de juros durante o período de validade do ativo.

Os contratos são interessantes para quem precisa se proteger da oscilação do dólar. É uma forma de garantir menos perdas no caso da moeda estrangeira se valorizar muito.

Como o contrato funciona como uma garantia, o investidor não precisar sair correndo para comprar o dólar à vista. Com menos demanda, a moeda estrangeira se desvaloriza.

O BC faz isso em momentos em que o dólar está muito valorizado e há uma preocupação com, por exemplo, o aumento da inflação

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