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Suíça registra mais de 60 denúncias por lavagem de dinheiro em caso da Petrobras

Suíça registra mais de 60 denúncias por lavagem de dinheiro em caso da Petrobras
No início do ano, o Ministério Público da Suíça informou que 300 contas com mais de US$ 400 milhões em cerca de 30 bancos foram congelados como resultado das investigações sobre a estatal

Autoridades suíças apresentaram mais de 60 denúncias por lavagem de dinheiro envolvendo pessoas ligadas ao escândalo da Petrobras. A informação faz parte do Escritório de Combate à Lavagem de Dinheiro da Suíça, que repassou as informações para o Ministério Público da Suíça, mas sem citar os nomes dos denunciados. O jornal O Estado de S.Paulo revelou nesta semana que o país europeu investiga três bancos por irregularidades no caso da Petrobras e indicou que os suíços poderiam ainda repassar dados sobre outras cem contas ao Brasil.

No início do ano, o Ministério Público da Suíça informou que 300 contas com mais de US$ 400 milhões em cerca de 30 bancos foram congelados como resultado das investigações sobre a estatal. Nas delações de alguns dos envolvidos, bancos como Pictet, HSBC, Joseph Safra, Julius Baer e outros foram citados como tendo sido usados para transferir milhões de dólares. Desde então, esse número já aumentou e os dois países conversam sobre como podem ampliar a cooperação.

Em março de 2014, alguns desses bancos foram orientados a congelar as contas de correntistas ligados à estatal. Em 2015, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também teve sua conta bloqueada no banco Julius Baer. Segundo o MP, foi o banco que informou sobre atividades suspeitas por parte do deputado.

Corrupção
O caso envolvendo a Petrobras tem tido uma importante repercussão entre os bancos e as autoridades. Há duas semanas, a presidente do país, Simonetta Sommaruga, garantiu que vai ajudar o Ministério Público brasileiro a lutar contra a corrupção, seja quem for a pessoa sob suspeita ou o tamanho da empresa envolvida. “Queremos lutar contra corrupção, independente de quem sejam a pessoa ou empresa sob suspeita”, afirmou Sommaruga, que acumula o cargo de ministra da Justiça.

Fonte: Metrópoles
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