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Submarino ‘construído’ no Pará seria usado no tráfico de drogas

As suspeitas são que a construção estava sendo financiada por colombianos ligados a um grande esquema de tráfico de cocaína.

Os submarinhos foram utilizados inicialmente na Primeira Guerra Mundial Hoje, eles são muito utilizados para pesquisas científicas, mas no Pará a embarcação estava em construção para ajudar no tráfico de drogas internacional. A apreensão aconteceu no rio Guajará-Mirim, na região das lhas de Vigia, nordeste do Pará. O veículo náutico foi encontrado na noite da última terça-feira (15).
A equipe de policiais civis enviada ao local na quinta-feira (17) iniciou o processo de retirada do submarino, que será conduzido, até sábado (19), para a base do Grupamento Fluvial do Estado, em Belém. As suspeitas são que a construção estava sendo financiada por colombianos ligados a um grande esquema de tráfico de cocaína. A Polícia Civil vai investigar o crime.
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Com cerca de 17 metros de cumprimento, três metros de diâmetro e cerca de quatro metros de altura, o submarino teria capacidade para transportar uma carga de até 30 toneladas e transportar, pelo menos, 30 pessoas. Pela avaliação da equipe de peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, enviada ao local, somente o motor de 100 cilindros, com alta potência, tem peso estimado em 200 quilos.
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Segundo o delegado João Bosco Rodrigues Junior, diretor de Polícia Especializada, o submarino já estava praticamente pronto, restando apenas a instalação de alguns equipamentos eletrônicos. A estrutura do veículo náutica continha desde sonar e sistema de refrigeração interno.
A descoberta aconteceu após denúncias anônimas recebidas pela Delegacia Geral, na última segunda-feira, e reforçadas pelo serviço telefônico Disque-Denúncia, fone 181, de que uma embarcação estava sendo construída em um braço de rio dentro de uma ilha no litoral de Vigia. O submarino seria usado no escoamento de grandes quantidades de drogas para fora do país, possivelmente, com destino aos Estados Unidos e ao continente europeu.
Diante da informação, na terça-feira, policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e da Delegacia de Polícia Fluvial (DPFlu) foram deslocados à região para apurar as denúncias, sob coordenação dos delegados Hennison Jacob, da DRE, e Arthur Braga, da DPFlu.
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A localização do local ocorreu durante a noite, após horas de busca na região. O acesso ao estaleiro construído na área para montagem do submarino havia sido transformado em uma base de operações da organização criminosa, que seria formada, por um grupo de, pelo menos, 15 pessoas. Na entrada do furo uma placa foi instalada com a seguinte mensagem: “Não entre sem permissão. Área particular”, como forma de afastar ribeirinhos que moram ou trafegam pela região.
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Segundo os policiais civis, as investigações mostraram que o grupo havia se instalado no local desde o mês de setembro deste ano. Eles haviam instalado uma vigilância ostensiva na entrada do furo para não permitir a entrada de pessoas. Ao longo do furo, os policiais civis encontraram diversos tanques de combustível usados pelo grupo criminoso. Os integrantes do esquema usavam, inclusive, falsas armas de fogo, como fuzis, feitas à base de madeira para simular armas de verdade.
Um dos indícios encontrados no local e que reforçaram as suspeitas de envolvimento de colombianos no esquema foi inscrições em espanhol nas caixas de produtos eletrônicos encontradas no local, com palavras como “La Columbia” e “Guerrilha 762”. Na vila de pescadores, o grupo de criminosos chegou a construir três casas de madeira, perto da entrada do furo no rio, usadas como bases de observação para monitoramento da região.
“Eles chegaram até a impedir que ribeirinhos fizessem a pesca na área, o que incomodou a comunidade”, explica o delegado João Bosco. Mas o que as pessoas não imaginavam era que o local estava sendo usado como fábrica para construção de um submarino.
No interior da ilha, os policiais civis localizaram duas barracas de madeira construídas no local. Uma delas era usada como estaleiro para construção das peças à base de fibra usadas na montagem do veículo náutico. A outra barraca era usada como um alojamento, onde as pessoas que ali se instalaram usavam para dormir e fazer as refeições diárias. Dentro do alojamento, havia diversos beliches construídos com madeira, além de mesas, alimentos, roupas, calçados, entre outros utensílios de higiene.
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Com apoio de uma lancha, os policiais civis iniciaram, no começo da tarde, a retirada do submarino do rio do rio Guajará-Mirim. A embarcação estava a mais de 500 metros de distância da baía e exigiu muito esforço dos policiais. Primeiramente, após acionar o motor do veículo náutico, a equipe de policiais civis iniciou o procedimento de rebocamento.
Até o fim da tarde, o submarino havia sido deixado a menos de 100 metros da baía. Segundo o delegado Hennison Jacob, os policiais irão esperar até por volta de 23h, quando a maré enche o furo dentro da ilha, para dar continuidade ao resgate. PORTAL AMAZONAS
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