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Soja: Após ganhos recentes, mercado tem correção técnica e inicia 3ª feira em queda na CBOT

Soja: Após ganhos recentes, mercado tem correção técnica e inicia 3ª feira em queda na CBOT
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros da soja iniciaram o pregão desta terça-feira (23) do lado negativo da tabela
Perto das 7h59 (horário de Brasília), as principais posições da commodity testavam perdas de pouco mais de 6 pontos. O vencimento setembro/16 era cotado a US$ 10,29 por bushel, enquanto o novembro/16 era negociado a US$ 10,09 por bushel. Os demais contratos também trabalham acima do patamar de US$ 10,00 por bushel.
De acordo com informações das agências internacionais, o mercado passa por uma correção técnica depois dos ganhos recentes. Ainda ontem, as principais posições da oleaginosa fecharam o dia com valorizações de mais de dois dígitos impulsionadas pelas informações vindas do lado da demanda. Além dos embarques semanais, que ficaram acima das apostas dos investidores, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou nova venda do grão para destinos desconhecidos.
Os participantes do mercado também acompanham os primeiros dados a respeito das condições das lavouras, uma vez que agora tem início as tradicionais expedições pela safra americana. No final da tarde desta segunda-feira, o USDA manteve em 72% o índice de lavouras em boas ou excelentes condições no país. O órgão ainda informou que 89% das plantações estão em fase de formação de vagens.
Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:
Soja: Com força da demanda, preços sobem na CBOT e fecham no melhor nível em um mês
As cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) consolidaram o movimento positivo ao longo do pregão desta segunda-feira (22) e encerraram o dia com valorizações entre 8,25 e 11,75 pontos. O vencimento setembro/16 era cotado a US$ 10,35 por bushel, enquanto o novembro/16 era negociado a US$ 10,15 por bushel. O março/17 fechou a sessão a US$ 10,12 por bushel.
“Os futuros da soja fecharam nos patamares mais altos em um mês após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportar outra venda diária e do boletim de embarques semanais mostrarem que o grão continua a se mover para fora do país em um ritmo muito rápido”, disse o editor e analista do portal Farm Futures, Bob Burgdorfer.
No início do dia, o departamento divulgou a venda de 120 mil toneladas do grão para destinos desconhecidos. O volume comercializado deverá ser entregue na temporada 2016/17. Na semana anterior, o órgão já havia reportado outras vendas de soja.
Paralelamente, os embarques semanais da oleaginosa ficaram em 961,414 mil toneladas na semana encerrada no dia 18 de agosto. O número ficou acima das projeções do mercado, que variavam entre 650 mil a 850 mil toneladas de soja, segundo dados divulgados pelo USDA.
Em relação ao clima no Meio-Oeste dos EUA, o analista pondera que, as recentes chuvas em algumas localidades não apresentam uma ameaça à safra do país. “Assim como no milho, a soja parece ter boa umidade no solo, o suficiente para chegar até a colheita. A expectativa é que o USDA mantenha em 72% o índice de lavouras em boas ou excelentes condições”, disse Burgdorfer.
Mercado brasileiro

Alta registrada no mercado interno e os ganhos observados no câmbio, durante boa parte do dia, também impulsionaram os preços nos portos do país. Nesta segunda-feira (22), a cotação permaneceu estável no Porto de Paranaguá, com a saca disponível a R$ 84,50. Já o preço futuro subiu 1%, com a saca da oleaginosa a R$ 81,00.
No Porto de Rio Grande, o preço da saca disponível registrou ligeira alta, de 0,49%, cotada a R$ 81,50. O valor futuro apresentou ganho de 0,63% e fechou o dia a R$ 80,00. O preço ainda subiu 1,36% em Itapeva (SP), com a saca a R$ 72,29. Nas praças do Paraná, em Ubiratã e Londrina, o ganho foi de 0,71%, com a saca da soja a R$ 71,00.
Por outro lado, o valor recuou 2,90% no Oeste da Bahia nesse início de semana, com a saca a R$ 67,00. Em Mato Grosso, nas regiões de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, o recuo foi de 1,35% e a saca encerrou a segunda-feira a R$ 73,00.
E, segundo informações reportadas pelo Cepea, o movimento de alta tem sido registrado desde a semana anterior. “O impulso veio da alta nos valores internacionais, da maior demanda externa e também da valorização do dólar frente ao Real, que torna o produto brasileiro mais atrativo aos importadores. Além disso, segundo pesquisadores do Cepea, a disponibilidade interna de soja é baixa e grande parcela dos vendedores não mostra necessidade de negociar o volume remanescente da safra 2015/16”, divulgou o centro em nota.
Por sua vez, a moeda norte-americana encerrou o dia com leve queda, após operar grande parte do dia em campo positivo. A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,2017 na venda, com perda de 0,17%.
Segundo a agência Reuters, o pregão foi marcado pelo baixo volume negócios, uma vez que os investidores aguardam mais dados sobre a política monetária nos Estados Unidos. Os participantes do mercado ainda esperam o início do julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.
Fonte: Notícias Agrícolas

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