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Quer ter uma vida mais feliz? Pratique o desapego

Quer ter uma vida mais feliz? Pratique o desapego

Até na TV, a EXPRESSÃO já virou jargão: DESAPEGA! Ainda mais nesses tempos atuais, em que as pessoas estão cada vez mais CONSCIENTES SOBRE O CONSUMO EXCESSIVO, e as preocupações que isso pode acarretar no meio ambiente e sobrevivência futuros. Mas, O QUE SIGNIFICA essa palavrinha tão em alta, que sai da boca daqueles que já experimentaram seus benefícios?

“Primeiro, a gente precisa pensar o que é APEGO. Ele é sempre uma DEDICAÇÃO MUITO EXAGERADA E CONSTANTE – é o AFETO EXCESSIVO! Ou POR ALGUÉM, por ALGUMA COISA, uma SITUAÇÃO OU SENTIMENTO”, introduz a especialista em psicologia clínica Candida Maria de Jesus Gomes. “E o DESAPEGO é exatamente O OPOSTO: é o DESPRENDIMENTO! Está mais ligado com uma VALORIZAÇÃO INTERNA, uma SITUAÇÃO DE BEM-ESTAR. Geralmente, quem é desapegado, é MAIS LIVRE, mais tranquilo, tem mais paz interior”, ela conclui. Veja bem que se sentir e agir dessa maneira não significa falta de interesse.

Deixar livre para se libertar também. Esse é o caminho para desapegar e ser feliz nas próprias escolhas FOTO: Nadezhda1906/iStock
DEIXAR LIVRE PARA SE LIBERTAR TAMBÉM. ESSE É O CAMINHO PARA DESAPEGAR E SER FELIZ NAS PRÓPRIAS ESCOLHAS FOTO: ISTOCK

O QUE LEVA AO APEGO?

O apego constante é originado em função de COMO SE INTERNALIZAM OS SENTIMENTOS, e o MODO COMO ELES PRECISAM SER PREENCHIDOS; ou seja, se não forem bem resolvidos, podem gerar CARÊNCIAS cujas COMPENSAÇÕES virão em outros aspectos. “A gente vive numa sociedade em que ter e consumir são muito valorizados”, coloca a profissional. A partir do ponto em que a acumulação de bens materiais (principalmente) é associada a uma elevação no status social, comprar passa a ser um hábito que pode sim levar à compulsão.

ADMITINDO: EU SOU APEGADO SIM!

Todo mundo vive falando isso no seu ouvido, porém, você não acredita que continua fortemente ligado àquela camiseta velhinha de quando tinha 15 anos (e serve mesmo assim)? “As pessoas NÃO TÊM essa coisa da RESILIÊNCIA: do PERDER E CONQUISTAR NOVAMENTE”, Candida declara. O primordial é considerar a importância e supervalorização dadas aos fatos.

É preciso TER A CONSCIÊNCIA DE QUE O SENTIMENTO EXISTE e, depois, PRATICAR O AUTOCONHECIMENTO – e nem é necessário entrar no mérito superzen da coisa. Basta apenas perceber que o vínculo entre você e o que não consegue libertar de si é o resultado da POSSESSIVIDADE e do MEDO DE PERDER. “A pessoa que tem apego não enxerga uma relação qualquer como sendo livre; ela faz disso uma FORMA DE CONTROLE muito grande”, reforça.

PESO DO APEGO

Controle excessivo e POSSESSIVO É IGUAL A PESO; liberdade e FLUIDEZ LEVAM À LEVEZA. Ninguém merece CARREGAR o desprazer e a DEPENDÊNCIA DO APEGO para onde quer que vá. Uma dica da especialista é passar a se julgar como condutor da própria estrada e parar de jogar a culpa em todo o resto. É imprescindível dizer que o ENVOLVIMENTO NEGATIVO constante determina os TRANSTORNOS CUMULATIVOS mais graves como ANGÚSTIA, frustração, ANSIEDADE, estresse e até DEPRESSÃO. E tudo isso é reproduzido na LINGUAGEM CORPORAL, nas mínimas ocorrências: TENSÃO, batimento cardíaco mais acelerado, SENTIMENTOS CONFLITANTES, etc. “Você começa a ter uma NEUROSE sobre o quanto isso tudo está ligado com o afeto”, Candida pontua.

QUERO DESAPEGAR AGORA

O alerta também não é motivo para entrar em pânico. PRATICAR o desapego é uma boa, que o digam todos que o fazem como FILOSOFIA DE VIDA. Dá, inclusive, para inclui-lo na categoria de VIRTUDES que se tornaram muito comuns atualmente, representativas de uma sociedade antenada na qualidade de vida: “#GRATIDÃO”, “energia positiva sempre”, “MAIS AMOR, POR FAVOR”, “GENTILEZA GERA GENTILEZA”, “reduzir, reciclar e reutilizar”, entre outros mantras que normalmente arrasam nas mídias sociais. Sendo assim, seguem as ATITUDES PARA SE TER EM MENTE e treinar dia sim e outro também:

BUSCAR RELAÇÕES AFETIVAS

Como indicado anteriormente, o apego está VINCULADO AO VAZIO INTERIOR. O negócio é BUSCAR MAIS CARINHO com aqueles que podem e querem dar esse sentimento sem cobrá-lo de volta: AMIGOS, FAMÍLIA e até o seu animalzinho de estimação. “É preciso PREENCHER ESSE ESPAÇO COM AMOR”, Candida ressalta. No entanto, ATENÇÃO AOS EXCESSOS: nada de posse, de controle e de demonstrar o apreço como um fardo. Como dicas, CONSTRUA MAIS AMIZADES, saia para passear, dê bastante risada, veja coisas novas e VARIE AS RELAÇÕES.

HOBBY E ATIVIDADES COMPLEMENTARES

Exercitar o CORPO E A MENTE COM O QUE SE GOSTA nunca foi um problema. “Busque o PRAZER DE COISAS SIMPLES da vida, como observar a natureza e TUDO QUE TE RELAXA; perceba o universo a sua volta, sinta o vento no rosto”, a profissional complementa. Se você SAIR DO FOCO NO PENSAMENTO OBSESSIVO, adquirirá a noção de que não precisa se agarrar a ele com unhas e dentes.

AUTOESTIMA: UP!

FORTALECER A AUTOESTIMA é estruturar e EQUILIBRAR O ÂMAGO, principalmente quando o apego está ligado a uma INSEGURANÇA interna. TERAPIA é uma das vias mais recomendadas para TRATAR ESSA QUESTÃO, entretanto, o indivíduo PRECISA TER o que a especialista chama de INSIGHT: “é quando a pessoa tem a CONSCIÊNCIA DE QUE está demais, de que ATINGIU O LIMITE. Não adianta os outros falarem, ela chega a essa conclusão. É ORIENTÁ-LA PARA QUE A REFLEXÃO SEJA FEITA”. E se isso ficar muito difícil de trabalhar espontaneamente, Candida sugere SE COLOCAR NO LUGAR DO OUTRO: “Aí você vê o quanto pode estar cobrando, o quanto está apegado demais. É ter em mente que amor é entrega”.

DOAR

“O que você NÃO USOU EM UM ANO, muito provavelmente NÃO VAI USAR MAIS”. E, de acordo com a psicóloga, isso vale para qualquer tipo de objeto, de qualquer cômodo da casa. Para ela, ao se abrir e PURAMENTE CEDER alguma coisa, O UNIVERSO RESPONDE de forma positiva. “Não é uma lei de perda sua. É uma LEI DE TROCA”, ratifica. Na esfera da doação ainda entram CUIDAR DE UMA PLANTINHA sem deixá-la morrer e o TRABALHO VOLUNTÁRIO.

TROCAR

Para os novatos no assunto, a total doação pode até parecer demais ou um passo muito avançado. Dessa maneira, troque! “TROCAR roupa, utensílio de cozinha, o que for… Trocar é uma coisa legal: você tem um DESAPEGO, mas ao mesmo tempo é um COMEÇO DISSO”, a especialista destaca. Assim, aprende-se a VALORIZAR não somente o que se tem, como AQUILO QUE O OUTRO ESTÁ ABRINDO MÃO. Que tal lançar um BAZAR DE TROCA aí na sua rua ou no seu bairro? Serve como estímulo para que a energia boa circule entre todos aqueles dispostos a mergulharem na causa.

TRABALHAR AS EMOÇÕES

Segundo a psicóloga, conforme você atua nas próprias emoções, tem a CLAREZA DE COMO ELAS PODEM SER APRIMORADAS; além disso, se CONSCIENTIZA DOS SEUS MEDOS. Um bom exercício, então, consiste em ter uma CONVERSA CONSIGO MESMO – que pode vir em forma de carta ou diário – a fim de colocar para fora tudo o que aconteceu. A aplicação constante disso depois de um tempo influencia em COMO SE PERCEBE O AFETO, e a maneira como ele é projetado internamente.

A TÉCNICA DO ESPELHO é outra saída que contribui para essa etapa – é se ver na reflexão do objeto e expor, diariamente, o que te fez gostar mais de si e o que poderá ser aperfeiçoado. “O PROCESSO TERAPÊUTICO é exatamente isso: o PACIENTE FALA E A GENTE DEVOLVE AQUILO PARA ELE COMO UM ESPELHO”. Cândida frisa, ainda, que “a primeira coisa que a PESSOA COM AUTOESTIMA BAIXA faz é NÃO ENXERGAR A SI MESMA, não ouvir o que está falando”.

TEMPO É PRECIOSO

“Vai ficar com um PENSAMENTO POSSESSIVO, de medo ou de perda POR QUANTO TEMPO? Quanto tempo você vai ‘torturar’ isso dentro de você?”, fomenta a psicóloga. É possível INTERVIR, REFAZER AS EXPERIÊNCIAS e se DISPOR ÀS MUDANÇAS, já que cada um é AGENTE da própria FELICIDADE. Todavia, Candida incentiva: “a gente fala que NÃO EXISTE DEFEITO na personalidade humana. EXISTE QUALIDADE MAL EMPREGADA”.

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