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Quadrilha utilizava sistema sofisticado para disfarçar transporte de cocaína pelo país

Quadrilha utilizava sistema sofisticado para disfarçar transporte de cocaína pelo país

A quadrilha alvo da Operação Quijarro, deflagrada na manhã desta quarta-feira (29), tinha um “sistema sofisticado” para criar fundos falsos nas carretas e caminhões que faziam o transporte de cocaína entre o Brasil, Bolívia, Colômbia e Espanha, segundo o delegado Elvis Aparecido Secco. Doze pessoas foram presas.

Os criminosos atuavam com uma frota de 70 veículos e costumavam movimentar aproximadamente duas toneladas de entorpecentes por mês entre o Brasil e o exterior.

“Os compartimentos eram acionados por sistema hidráulico e eram muito bem feitos, tanto que parte das apreensões de cocaína só foram descobertas depois de passar por equipamento de raio-x”, declarou o delegado. Conforme Elvis Secco, para disfarçar a irregularidade, os caminhões transportavam cargas lícitas na tentativa de driblar a fiscalização. Para a Europa, por exemplo, os criminosos costumavam utilizar minério de ferro. Os caminhoneiros sabiam do esquema ilícito.

Um casal, responsável pelas operações ilícitas na Bolívia, foi preso no decorrer das investigações, que começaram em janeiro do ano passado. “Esses traficantes estavam foragidos do país e foram identificados a partir de investigações da PF aqui do Brasil. Os dois eram os traficantes mais procurados da Bolívia”, acrescentou o delegado Elvis.

A operação foi deflagrada em Londrina e Araucária, no Paraná; Corumbá, no Mato Grosso do Sul; e Martinópolis, Presidente Prudente e capital, em São Paulo.

Como funcionava o esquema

O principal grupo transportador de drogas atuava em uma sede em Londrina. Esse grupo fazia o transporte da cocaína para fornecedores de Corumbá, na fronteira com a Bolívia, até a cidade de Vinhedo, em São Paulo. No local, a droga era descarregada, colocada em outros veículos e distribuída para os outros países.

Um dos detidos em Araucária tem 32 antecedentes criminais e 12 condenações por roubo e furto, segundo o delegado Elvis Secco. O líder da quadrilha Claudinei de Jesus foi preso em Londrina, no norte do estado. O G1 tenta contato com o advogado dele.

Ao longo desse período, a PF apreendeu quatro toneladas de cocaína. Desse total, 1.441 mil quilos foram apreendidos de uma só vez. O volume representa a terceira maior apreensão desse tipo de droga já realizada no país.

Catorze carretas também foram apreendidas, algumas em nome de parentes dos criminosos. Conforme o delegado Secco, a quadrilha fazia isso para driblar ainda mais as fiscalizações.

“Essa era uma tática utilizada principalmente pelo líder da quadrilha. Padrasto, irmão, cunhado, sobrinho, a mulher sabia, a mãe sabia, todo mundo sabia do esquema. Só não foram pedidas mais prisões porque nós queríamos elementos somente para pedir as prisões preventivas e vinculadas a cada transporte”, explicou.

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