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‘Propinoduto’ do grupo de Puccinelli continuou mesmo após Lama Asfáltica, diz desembargador

Edson Giroto, João Amorim e André Cance – Foto:Montagem
Cance é suspeito de gerenciar a distribuição de propina no Governo de André Puccinelli

A Polícia Federal apreendeu na residência de André Luiz Cance planilhas que mostram um suposto pagamento de propina em 2016, após a deflagração da Operação Lama Asfáltica. Cance é suspeito de gerenciar a distribuição de propina no Governo de André Puccinelli, em esquema de desvios de recursos públicos através de superfaturamento de obras serviços e notas frias.

O desembargador federal Paulo Fontes escreveu, no despacho que concedeu Habeas Corpus a Cance, que o investigado continuou a realizar atos ilícitos, mesmo após ser pego em interceptações telefônicas em 2014.

“Por outro lado, verifica-se que a decisão discorre também sobre eventuais práticas delitivas que o paciente teria continuado a perpetrar, mesmo não estando mais a ocupar cargo público. Fala-se, por exemplo, numa planilha apreendida, relativa ao pagamento de propinas. Aqui, também os documentos dizendo respeito a transações supostamente ocorridas nos primeiros meses de 2016, estando mais uma vez ausente a contemporaneidade da conduta, condizente com a cautelaridade da medida”, considerou o desembargador.

André Cance foi preso em 11 de maio, durante a Operação Máquinas de Lama, 4ª Fase da Operação Lamas Asfáltica, e foi solto nesta terça-feira, 16 de maio, através de habeas corpus.

Cance terá que se apresentar uma vez por mês a justiça, terá que entregar seu passaporte, estando proibido de deixar o país. Também está proibido de se ausentar de Campo Grande por mais de quinze dias.
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