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Prefeito teme explosão de violência por causa de ‘corrida pelo ouro’ em Mato Grosso

A concentração de aventureiros na ‘corrida’ pelo ouro em uma serra na cidade de Pontes e Lacerda (415 km de Cuiabá) já representa um risco para segurança pública na região. A estimativa é de que mais de duas mil pessoas estejam atuando no local há mais de trinta dias. Em entrevista, o prefeito da cidade, Donizete Barbosa (PSDB), avalia que a presença de inúmeros forasteiros representa um risco.

“A cidade apresenta crescimento em alguns segmentos específico. O comércio, a rede hoteleira, a venda de máquinas e de ferragens, mas sabemos que além do fomento ao comércio existem os fatores negativos também. Por enquanto, não existe registro de episódios de violência, mas por causa dessa concentração de pessoas, mas sabemos do risco’. Ele relata que famílias inteiras da região deslocaram-se para a exploração da área. Mas sabemos que existe um número grande de forasteiros. Nossa preocupação é quanto a pessoas armadas pela região”, avalia.

A área de exploração, situada a 18 quilômetros da sede da cidade, está inserida em uma área de preservação permanente e fica próxima ao assentamento Rio Alegre. “O município possui limitações para atuação e aguardamos que as autoridades do Estado tomem conhecimento do que está acontecendo. Nós queremos fazer parte desse canal de diálogo, mas com cautela e muita prudência”.

Outro fato preocupante é a prostituição na região. O chefe do Executivo Municipal relata que existem informações sobre o comércio do sexo, mas não há relatos de situações ‘exageradas’. Nas redes sociais e aplicativos celulares circulam imagens que são atribuídas àquela região (veja vídeo), com mulheres seminuas dançando em área pública.

Dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a população na região é de cerca de 42 mil habitantes e a estimativa é de que mais de mais de duas mil pessoas (a maior parte de homens) estejam atuando. A área – de acordo com imagens divulgadas – vem sofrendo consideráveis danos ambientais.

“Não podemos afirmar quantas pessoas estão na região, mas é um número grande. Sabemos que são muitas as pessoas que estão trabalhando, pessoas de bem, que desejam um lugar melhor e estão trabalhando por um lugar melhor”.

Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) informou que o garimpo será alvo de processo de investigação juntamente com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

A Sema informou que neste primeiro momento, o trabalho será de inteligência, já que existem outros focos de exploração autorizados na região. A partir de resultados constatados por meio do número de trabalhadores e o impacto ambiental gerado, por exemplo, é que a situação poderá ser classificada como depredatória ou não.

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