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Prefeito de Foz do Iguaçu é preso suspeito de desvio

Prefeito de Foz do Iguaçu é preso suspeito de desvio

O prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira (PSB), é considerado pela PF e pelo MPF o líder de um esquema de corrupção e fraude a licitações na prefeitura (Foto: Felipe Gusinski/Cohapar/Divulgação)
O prefeito de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, Reni Pereira (PSB) foi preso nesta quinta-feira (14) durante a deflagração da 4ª fase da Operação Pecúlio. A Justiça determinou ainda o afastamento de Reni do cargo público. A assessoria de imprensa informou que por enquanto não deve se pronunciar sobre o caso.
O prefeito é considerado pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público (MPF) o principal operador do esquema para desviar dinheiro público da prefeitura.
Conforme as investigações iniciadas em 2014, o grupo formado por servidores, agentes políticos e empresários fraudava licitações, entre outros, para o asfaltamento de ruas e contratos na área da saúde. Seis investigados permanecem presos no município desde o dia 19 de abril, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Pecúlio. Estima-se que os prejuízos com os desvios passem de R$ 4 milhões.

Em nota, a PF informou que cumpriu nesta manhã a ordem de prisão domiciliar do prefeito e a ordem judicial de afastamento imediato dele do cargo de chefe do Executivo. Ainda segundo o comunicado, a determinação é do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre (RS). “Com o afastamento do prefeito, o Desembargador determinou que a Vice-Prefeita assumisse a condução da Prefeitura Municipal de Foz.” A assessoria de imprensa não confirmou, no entanto, se o prefeito foi levado para a delegacia.
Logo após a prisão de Reni Pereira, a vice, Ivone Barofaldi (PSDB), assumiu o comando da prefeitura. A prefeita em exercício anunciou que vai se reunir com a Procuradoria do Município para “organizar a condução dos trabalhos e informar oficialmente a Câmara Municipal”.
Além de Reni, a ação penal que investiga as denúncias de corrupção e fraude conta com 85 réus. Os suspeitos respondem pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa e fraude a licitações.
O suposto esquema de desvio de recursos públicos é investigado também pela Câmara Municipal de Foz do Iguaçu. Após a publicação de um relatório parcial dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Operação Pecúlio – que aponta fortes indícios da participação do chefe do Executivo local, os vereadores aprovaram a abertura de uma Comissão Processante para afastar o prefeito caso as suspeitas sejam confirmadas.

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