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Polícia prende em MS líder de facção criminosa que atua em três estados

Suspeito contava com a ajuda de duas “advogadas mensageiras”, diz PC. Ao menos 40 detentos da Máxima foram autuados em Campo Grande.

Após dez meses de investigações, a Polícia Civil realizou uma megaoperação em Mato Grosso do Sul e mais três estados e o Distrito Federal. O delegado Roberval Rodrigues, diretor da instituição, disse que policiais de Brasília se apresentaram durante a manhã desta sexta-feira (9) e cumpriram dezenas de mandados no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima, em Campo Grande.

“Eles chegaram no início do dia e se apresentaram na Deco [Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado], com os mandados de prisão em mãos. Em seguida, já foram direto para a Máxima”, explicou o delegado.

De acordo com a polícia, a intenção é desarticular uma organização criminosa que já atua em todo o país e tem o objetivo de dominar o tráfico de drogas. Ao todo, são 49 mandados de prisão preventiva a serem cumpridos, 40 deles em Campo Grande, além de Presidente Bernardes (SP), Palmas (TO), Goiânia (GO) e na capital federal.

Entenda o caso

O delegado que coordena a ação policial denominada Avalanche, Luiz Henrique Sampaio, afirmou que, desde 2014, a facção criminosa tenta “implementar base no DF”, já que havia apenas 20 integrantes no município e que foram desarticulados.

Um dos líderes atua na capital de MS e é suspeito de agir principalmente em Santa Maria, Recanto das Emas, Planaltina e Estrutural.

“O crime mais grave cometido pelo grupo foi um latrocínio no dia 17 de junho deste ano. Um caminhoneiro foi sequestrado e levado para o meio do mato na Estrutural. Supostamente ele reagiu ao saber que levariam seu caminhão e foi assassinado.”, explicou o delegado-chefe.

Duas advogadas foram conduzidas coercitivamente para a delegacia para prestar depoimento e vários mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Investigadores suspeitam que, para burlar a segurança nas penitenciárias, detentos estavam contando com a ação das duas advogadas da capital federal, que prestavam papel de “mensageiras dos criminosos”, levando e trazendo informações do DF para estados de São Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Goiás.

De acordo com a polícia, evidências de ações da organização foram constatadas em quatro presídios do Distrito Federal – no Presídio Feminino, conhecido como Colmeia, no Centro de Progressão Progressiva (CPP), no Centro de Detenção Provisória e na PDF II.

Fonte: G1

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