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Polícia Federal dá início à transferência de Cabral para Curitiba

Ex-governador está preso e Justiça Federal no Rio decidiu que ele deve ser transferido. MPRJ denunciou irregularidades em visitas.

Reprodução TV Globo)
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Viaturas da Polícia Federal (PF) já deixaram o Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, para realizar a transferência do ex-governador Sérgio Cabral, que está preso. No trajeto que levou aproximadamente 30 minutos, Cabral saiu de Bangu em um comboio de três carros para a base aérea do Galeão, onde irá embarcar para Curitiba. A estimativa é que o ex-governador chegue a Curitiba às 15h.
Em imagens aéreas, Cabral, de camisa branca, foi filmado se despedindo de pessoas dentro do presídio. No momento em que deixava a penitenciária, Cabral foi vaiado e chamado de “ladrão” por pessoas que aguardavam para visitar internos.
O juiz federal Marcelo Bretas decidiu pela transferência do ex-governador depois que o promotor André Guilherme Freitas, das Promotorias de Justiça de Execução Penal do RJ, do Ministério Público estadual, denunciou que Cabral estava recebendo na Cadeia Pública José Frederico Marques visitas de amigos e familiares sem que eles estejam cadastrados na Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap). A informação foi divulgada com exclusividade pela Globonews.
“Estava recebendo visitas de forma ilegal. Visita de parlamentares e até mesmo de familiares em descumprimento às regras de visitação. Isso fere o princípio da igualdade. Eu tive o cuidado de agrupá-los e enviá-los ao juiz federal para que ele tivesse conhecimento do que estava acontecendo”, disse o promotor André Guilherme de Freitas, do Ministério Público do RJ.
Em seu ofício ao juiz Bretas, o promotor comunica que a visita ao ex-governador está ocorrendo de forma “irregular e ilegal”. Para chegar a essa conclusão, o promotor colheu informações de visitantes e da Seap.

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“O referido réu está recebendo visitas de familiares e pessoas amigas em desconformidade com resolução que limita a um único credenciamento”, informa o documento. As regras são semelhantes a parentes.
O documento ainda relata que autoridades públicas devem visitar o ex-governador no exercício de suas funções, o que, segundo descobriu o promotor, não vem acontecendo.
Cabral está preso desde o dia 17 na cadeia pública José Frederico Marques. Sua prisão fez parte da Operação Calicute, da Polícia Federal e Ministério Público Federal, que apura desvios em obras do governo estadual. O prejuízo é estimado em mais de R$ 220 milhões. Além de Cabral, dez pessoas foram presas no dia da operação. Na terça-feira (6), a advogada Adriana Ancelmo, mulher de Cabral, também foi detida.
A operação Calicute foi deflagrada a partir de investigações da Polícia Federal e de uma Força-tarefa do Ministério Público Federal do RJ. De acordo com as investigações, Cabral era o cabeça do esquema de corrupção e de recebimento de propina, que envolvia obras da Andrade Gutierrez.
A Polícia Federal concluiu no dia (30) o inquérito relativo à 1º fase da Operação Calicute. As investigações resultaram em 16 pessoas indiciadas pelos delegados federais que conduziram o procedimento por crimes que vão de corrupção passiva e ativa, organização criminosa a lavagem de dinheiro. Serão instaurados ainda outros inquéritos policiais para aprofundamento de novas vertentes da investigação. Entre os indiciados estão o ex-governador Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo.
A Seap divulgou nota sobre as visitas ao ex-governador. No documento esclarece que “todas as visitas de familiares do ex-governador Sérgio Cabral foram previamente cadastradas e tiveram as carteirinhas de visitantes expedidas conforme normas desta secretaria. Esta secretaria esclarece, também, que tem sido fiscalizada pelo Ministério Público e pela Vara de Execuções Penais nesta unidade prisional e em todas as outras. Cabe ressaltar que deputados possuem prerrogativas parlamentares para entrar e, inclusive, fiscalizar unidades prisionais a qualquer momento, sem necessariamente ser o dia de visita”.
A Secretaria Penitenciária esclareceu ainda que há câmeras em Bangu 8 para monitorar a movimentação dos detentos. A Seap colocou os vídeos à disposição do Ministério Público Estadual e do Ministério Público Federal para que se verifique se houve ou não facilidades ou benefícios concedidos a internos.

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