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Polícia faz operação em 4 estados e DF para desarticular facção criminosa

A Polícia Civil realiza na manhã desta sexta-feira (9) uma megaoperação no Distrito Federal e Entorno para desarticular a implantação de uma organização criminosa que já atua em todo o país e tem o objetivo de dominar o tráfico de drogas. Ao todo, são 49 mandados de prisão preventiva a serem cumpridos, 40 deles em presídios de Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Presidente Bernardes (São Paulo), Palmas (Tocantins), Goiânia (Goiás) e na capital federal.
Também está prevista a condução coercitiva de duas advogadas e vários mandados de busca e apreensão. Investigadores suspeitam que, para burlar a segurança nas penitenciárias, detentos estavam contando com a ação das duas advogadas da capital federal, que prestavam papel de “mensageiras dos criminosos”, levando e trazendo informações do DF para estados de São Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Goiás.

De acordo com a polícia, evidências de ações da organização foram constatadas em quatro presídios do Distrito Federal – no Presídio Feminino, conhecido como Colmeia, no Centro de Progressão Progressiva (CPP), no Centro de Detenção Provisória e na PDF II.
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As investigações da ação, nomeada de “Operação Avalanche”, iniciaram em fevereiro deste ano quando a polícia identificou que o grupo tentava se reinstalar na capital federal. Essa é a segunda operação da Polícia Civil do Distrito Federal para impedir a ação da organização criminosa.
Em 7 de novembro de 2014, a Operação Tabuleiro identificou 28 suspeitos de integrar a facção, que eram hierarquicamente estruturados, cobrando impostos e articulando dentro de presídios do Entorno. Segundo a polícia, até então os presídios da capital federal estavam “imunes ao crime organizado”.

Os mandados de prisão estão sendo cumpridos nos seguintes locais: um no Presídio Feminino do DF, um no CPP, um no CDP, um na PDF II, cinco em Planaltina de Goiás, sete em Águas Lindas, um em Formosa, dois no Presídio de Campo Grande, um no Presídio de Presidente Bernardes, um na Penitenciária de Palmas, três no Presídio de Goiânia e um no Recanto das Emas (DF).
Fonte: G 1

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