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PM aposentado diz que matou depois que mulher nua o ameaçou com revólver

PM aposentado diz que matou depois que mulher nua o ameaçou com revólver

Policial Militar alegou legítima defesa ao assassinar mulher com quatro tiros (Cleber Gellio)
O depoimento do policial militar acusado de matar Kátia Campo Valejo, de 35 anos, durou aproximadamente uma hora e meia. Ele prestou depoimento na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), nesta quarta-feira (19).

No depoimento prestado a delegada Fernanda Félix, o policial teria alegado legítima defesa. De acordo com o advogado José Roberto Rosa, o seu cliente teria conhecido a vítima há três meses em uma conveniência.

Eles teriam iniciado um ‘relacionamento’ esporádico, onde se encontravam para manter relações sexuais, “Em nenhum momento a mulher cobrou pelas relações sexuais”, disse o advogado. Ainda de acordo com informações, no dia do crime Kátia teria chegado a casa do policial militar aposentado por volta das 20h30 o convidando para beber cerveja.

O policial teria deixado à mulher entrar e passaram a consumir bebidas alcóolicas, num total de quatro latas de cerveja. Eles mantiveram relações sexuais, e em seguida o autor teria ido tomar banho, quando foi surpreendido por Kátia no banheiro de posse de seu revólver.

Os dois teriam entrado em luta corporal e o policial militar teria conseguido tomar a arma da mão de Kátia, disparando quatro tiros contra ela, que acertaram a cabeça e o tórax. “Não tem como falar que são tiros acidentais, mas tem de entender o estado emocional dele (policial), a situação em que se encontrava”, explica o advogado.

O autor nega que tenha feito uso de entorpecentes na noite do crime, mas que a vítima teria chegado a sua residência com a aparência de ter usado droga. Na residência do policial foi encontrado um cachimbo usado para o consumo de crack.

Depois de assassinar a mulher, ele teria levado a arma para a casa da filha e se escondido em um sítio de um irmão, na saída para Rochedo. A delegada Fernanda Félix, disse que “Os disparos são claramente intencionais”. O laudo necroscópico e do local do crime deve ficar pronto em 30 dias.

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O crime

No início da manhã de segunda-feira (17), a filha do proprietário da casa, um policial militar aposentado, foi até o local para procurar o pai e encontrou o corpo da mulher no banheiro. Ela foi assassinada com três tiros, na cabeça e no tórax e vizinhos afirmam ter ouvidos os disparos na noite deste domingo (16).

Uma vizinha, que não quis se identificar, disse ao Jornal Midiamax, que por volta das 20 horas estava com amigos em frente de casa e viu o policial deitado no sofá. Na mesma noite, ela afirmou ter ouvido de três a quatro tiros, mas como era comum o barulho de tiros, não deu importância, “Depois que roubaram a casa dele, era costume dar tiros para cima”, fala.

Ainda no domingo, a filha, de 32 anos do militar teria até a residência do pai, mas foi impedida de entrar. Juntos, os dois foram para a casa da testemunha e lá, o suspeito deixou um revólver Taurus calibre 38, com seis munições intactas. Nesta manhã, a mulher voltou ao imóvel e encontrou o corpo da vítima.

Estatísticas

Segundo dados da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), de janeiro até outubro deste ano foram registrados no Estado 27 feminicídios, sendo sete na Capital.

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