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Pioram condições da safra de soja dos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos acaba de divulgar o relatório de acompanhamento da safra americana, que mostrou leve piora nas condições da soja por lá. Nesta semana, 72% da safra apresenta boas ou excelentes condições contra 73% na segunda-feira anterior. No mesmo período do ano passado, o percentual das lavouras nesta condição era 65%.

“Piorou pouco, não acredito que isso deva ser um fator altista para preços. As notícias que temos hoje apontam que o clima está melhorando por lá, tem mais chuva chegando para os Estados Unidos. O mercado deve começar a sentir pressão climática negativa nos preços. A cotação de US$11,50 por bushel deve ser o novo teto nas próximas três semanas”, explica o analista de mercado da Safras&Mercado, Luiz Gutierrez.

Hoje a soja recuperou parte das perdas de sexta-feira na bolsa de Chicago, quando notícias da saída do Reino Unido da União Europeia afetaram ativos de risco como as commodities agrícolas e geraram queda acentuadas para os grãos. Hoje a oleaginosa voltou a registrar alta e fechou com ganho superior a 2% no contrato de julho. Quer dizer que as notícias da saída do Reino Unido não devem mais mexer com preços agrícolas? Foi só uma “marolinha”?

Não, não foi só uma marolinha de acordo com a analista de mercado da AgRural, Daniele Siqueira. “Não acabou a influência da saída do Reino Unido da União Europeia, não. Esse fato cria muita aversão ao risco e podemos ver mais volatilidade, rallys mais rápidos e mais curtos. A influência deve continuar, mas em alguns momentos os fundamentos acabam preponderando e no caso da soja isso tem mais força ainda, porque a safra dos Estados Unidos está se desenvolvendo agora”, esclareceu Siqueira.

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