Fronteira

PF desarticula esquema que desviou R$ 2,1 bilhões em cigarros contrabandeados

A Justiça decretou sete mandados de prisão, sete conduções coercitivas e determinou o sequestro e o bloqueio de bens, que chega a R$ 80 milhões, segundo a Polícia Federal e o fisco

Uma ação da Polícia Federal, desencadeada em sete estados, na manhã desta quinta-feira (5), desbaratou um esquema milionário de contrabando de cigarros. O esquema teria sonegado valores que podem chegar a R$ 2,1 bilhões e causaria outros prejuízos aos cofres públicos de mais de R$ 217 milhões, conforme investigações conjuntas envolvendo também a Receita Federal. A Justiça decretou sete mandados de prisão, sete conduções coercitivas e determinou o sequestro e arresto de 59 imóveis, 47 veículos, além de bloqueios de contas bancárias. O valor total dos bens pode chegar a R$ 80 milhões.

A Operação Huno foi realizada no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Pará. As primeiras investigações foram iniciadas em 2014, com a Operação Sentinela – realizada para fiscalizar as fronteiras –, que teve como foco o contrabando. Na ocasião, foi observado que o esquema era bem mais abrangente do que se imaginava. Além das infrações tributárias, envolvia associação criminal, receptação, falsificação de documentos, sonegação fiscal, exportação irregular de fumo, contrabando de cigarros, adulteração de produtos e pirataria de marcas registradas.

Segundo a Polícia Federal, os investigados usavam empresas de fachadas e laranjas para desviar tabaco. O material seguia para o Paraguai por meio de exportação irregular para, depois, retornar ao Brasil como cigarro industrializado contrabandeado. Outra parte do tabaco seguia para fábricas clandestinas em São Paulo e no Rio de Janeiro. O pagamento das negociações era feito de várias maneiras, com produtos contrabandeados ou pirateados, automóveis de luxo, retroescavadeiras de motoniveladoras, ou até mesmo colheitadeiras e tratores.

Durante a Operação Huno – uma alusão ao povo nômade que ocupava territórios por meio de alianças e de saques e pilhagens – foram recolhidos documentos, computadores, fumo desviado, maquinários, dinheiro, cheques e pedras preciosas. A Procuradoria da Fazenda Nacional entrou com ações na Justiça Federal de Santa Cruz do Sul (RS) contra 19 empresas e 17 pessoas físicas.

Fonte: Polícia Federal
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