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Petrobras reduz preço da gasolina em 5,4% e do diesel em 3,5%

Desde que começou sua nova política de preços, estatal já anunciou 5 cortes e 2 aumentos. Empresa sinaliza que revisões de preços podem ser mais frequentes.
A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (25) que decidiu reduzir o preço médio nas refinarias em 5,4% para a gasolina e em 3,5% para o diesel.
“A decisão foi guiada predominantemente por um aumento significativo nas importações no último mês, o que obrigou ajustes de competitividade da Petrobras no mercado interno”, informou a estatal em comunicado.
“Se o ajuste feito hoje for integralmente repassado e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode reduzir 2,2%, ou cerca de R$ 0,07 por litro, em média, e a gasolina, 2,4% ou R$ 0,09 por litro, em média”, projeta a Petrobras.
Em abril, a petroleira tinha elevado o preço da gasolina em 2,2%, na média, e do diesel em 4,3% nas refinarias, citando a elevação dos preços dos derivados nos mercados internacionais.
Justificativas
Segundo a Petrobras, a importação de gasolina por terceiros para o mercado interno aumentou de 240 mil metros cúbicos em fevereiro para 419 mil em abril. No diesel a importação passou de 564 mil metros cúbicos em fevereiro para 811 mil em abril. “Com isso, as refinarias da Petrobras podem chegar a um fator de utilização abaixo do último dado divulgado pela companhia em seus resultados trimestrais, que foi de 77%”, informou.
No comunicado, a companhia sinalizou ainda que os preços de combustíveis podem ser revistos com frequência ainda maior.
“O comitê executivo avaliou ainda que a política de preços com correções pelo menos mensais, embora um avanço significativo em relação ao sistema anterior, não tem refletido tempestivamente as volatilidades de preços de internacionais de derivados e câmbio entre as datas dos reajustes, fato agravado pelo acréscimo recente na volatilidade da taxa de câmbio. Esta constatação tem crescentemente sido parte das discussões do GEMP e pode fundamentar aumentos na frequência dos ajustes de preços”, disse.
Fonte: G 1

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