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PCC agenda morte de agentes em CG e presídio mantém visitas suspensas

Depois da revelação de que oito agentes estavam com as mortes ‘encomendadas’ pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), os Presídios Federais aguardam portaria do Ministério da Justiça para a prorrogação da suspensão das visitas. Conforme memorando do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), dois servidores de Campo Grande estão na lista e ‘prazo’ datado pelos criminosos para as execuções segue até amanhã, sexta-feira (30).

Segundo memorando do Depen, é no momento do contato físico com os familiares, que os líderes das facções criminosas aproveitam para passar ordens aos comparsas que estão em liberdade, entre elas a de determinar a morte de servidores do sistema penitenciário federal.

Após três mortes em emboscadas, o diretor-geral do Depen, Marco Antonio Severo Silva, determinou a suspensão por 30 dias de todas as visitas nas penitenciárias federais, inclusive as realizadas em parlatório, quando não há contato físico entre os presos e os visitantes.

Porém, a suspensão termina essa semana e os presídios aguardam prorrogação que será definida entre hoje (29) ou amanhã (30), pelo Ministério da Justiça.

A primeira morte foi do agente Alex Belarmino Almeida Santos, 36, que passava por um quebra-molas de uma rua de Cascavel (PR), quando um homem armado se aproximou dele e disparou vários tiros. Ele foi atingido 18 vezes.

Após o assassinato, outros dois servidores foram mortos em ações do PCC. Em 12 de abril, o agente Henry Charles Gama Filho foi morto a tiros em um bar em Mossoró (RN), cidade onde se localiza um presídio federal. Em 25 de maio, Melissa Almeida, psicóloga do presídio federal de Catanduvas (PR), foi morta com dois tiros de fuzil na cabeça em frente a seu condomínio residencial, em Cascavel (PR).

A maior facção criminosa do país havia determinado a morte de oito servidores do sistema penitenciário federal até a próxima sexta-feira (30): dois para cada penitenciária federal: Porto Velho (RO), Mossoró (RN), Campo Grande (MS) e a já citada Catanduvas (PR).

Ao Jornal Midiamax, a assessoria do Depen, órgão do Ministério da Justiça, alegou que a prorrogação ainda não é certa, mas deve ser confirmada mediante publicação de portaria, até amanhã (30), data que coincide com o prazo final de mortes que teriam sido agendadas pela facção.

Beira-Mar

Entre as justificativas da suspensão, além de citar as ordens do PCC para assassinato de agentes penitenciários, o memorando do Depen cita como caso exemplar a Operação Epístola, deflagrada no final de maio. A investigação da PF e do Depen teve como alvo um esquema comandado por Beira-Mar, que “se utilizava do direito à visita íntima de outro preso para, por meio de bilhetes, controlar e administrar uma rede de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro”.

Desestabilizar e intimidar

O PCC (Primeiro Comando da Capital) matou três agentes penitenciários com objetivo de “desestabilizar e intimidar” os servidores que atuam nos quatro presídios federais do Brasil.

A maior facção criminosa do país, segundo a PF, age em represália ao trabalho dos agentes que barram o acesso dos presos dessas unidades a “regalias ilícitas”, como a posse de telefones celulares dentro das celas. A conclusão é do MPF-PR (Ministério Público Federal no Paraná) e consta em documentos judiciais referentes ao processo que apura o assassinato do agente Alex Belarmino.

Em meados de janeiro deste ano, 529 presos estavam detidos nas quatro penitenciárias, que têm capacidade conjunta de abrigar 832 prisioneiros. Levantamento do Depen mostra que PCC (113) e Comando Vermelho (95) contavam com o maior número de detentos no sistema penitenciário federal entre 25 facções criminosas do país.Midiamax

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