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“O vírus zika pode custar bilhões ao Brasil”, diz especialista em vacinas

“O vírus zika pode custar bilhões ao Brasil”, diz especialista em vacinas

Revista Época

Em dezembro, quando o surto de microcefalia por causa do vírus zika parecia preocupar sobretudo os brasileiros, o pediatra americano Peter Hotez, especialista em doenças tropicais, previa o risco de o vírus escapar das regiões quentes, como a maior parte da América Latina, e chegar aos Estados Unidos.

Os Estados à beira do Golfo do México, como o Texas, seriam os mais suscetíveis por abrigar mosquitos como o transmissor do zika, o Aedes aegypti. Pois foi justamente no Texas que o governo americano registrou, em 11 de janeiro, o primeiro caso de infecção pelo zika. Outros casos importados chegaram aos Estados Unidos – e também à Europa. Parece ser questão de tempo até que o vírus comece a ser transmitido dentro dos Estados Unidos e da Europa.

Uma vacina é a única maneira de conter a epidemia. Em meados de janeiro, órgãos de saúde pública do Brasil e dos Estados Unidos conversaram sobre como criá-la mais rapidamente.

O investimento, diz Hotez, deve vir de governos. E o Brasil, o país mais afetado até agora, deveria ser o protagonista. “Se o governo brasileiro não investir, as consequências do zika custarão à sociedade brasileira centenas de milhões, talvez bilhões de reais”, afirma Hotez, presidente do Instituto de Vacinas Sabin, instituição americana sem fins lucrativos que combate doenças negligenciadas, e reitor fundador da Escola Nacional de Medicina Tropical da Faculdade Baylor de Medicina, em Houston.

“É um erro esperar que as grandes empresas da indústria farmacêutica desenvolvam vacinas. Elas não o farão.”

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