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O que esperar do clima na safra 2016/2017?

O último post do blog sobre a possível volta do El Niño teve muita repercussão e por isso fomos atrás de novas opiniões de meteorologistas e analistas de mercado para avaliar qual fenômeno climático tem mais chance de estar em curso durante o desenvolvimento da safra 2016/2017 da América do Sul. As condições do clima costumam ser grandes balizadores para o potencial tamanho da safra que logo mais começa a ser plantada aqui no Brasil. Até agora, o cenário é de opiniões divergentes quanto aos efeitos de um La Niña ou El Niño no próximo ciclo produtivo. Por isso, o mercado quer saber o que esperar do clima na safra 2016/2017?

O climatologista do Centro Polar da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Francisco Eliseu Aquino, apontou que a maior parte dos centros de previsões climáticas do mundo vai reemitir prognósticos com atualização dos dados dos últimos dias e com isso devem indicar 50% de chance de entrada da condição de neutralidade climática com sinais de La Niña ou voltar para El Niño fraco.

“E por que existe grande dúvida? Porque estamos no momento de transição do sistema climático então está difícil mostrar o sinal de fato de uma neutralidade e uma La Niña ou voltar a ter uma intensificação do último El Niño. Neste momento o melhor seria dizer 50% de chance do La Niña, talvez 30% neutro e de 5% a 10% El Niño”, explica.

Veja entrevista completa com climatologista da UFRGS, Francisco Eliseu Aquino:
VIDEO.

No começo de junho, você via aqui no blog o PhD em meteorologia e professor da Universidade Federal de Alagoas, Luiz Carlos Molion, afirmar que a ocorrência do La Niña estava 100% garantida em 2016 . Nesta sexta-feira voltamos a procurar o especialista, que reafirmou a forte intensidade e a presença do La Niña.

“Não mudou nada. Mantenho a previsão porque quando você olha o oceano Pacífico já vê que tem uma camada de aproximadamente 220 metros de profundidade a partir da superfície em que a água está toda fria e em alguns lugares chega a 3 graus mais frias do que o normal. Essa massa de água fria não dá condições de se instalar um novo El Niño a partir de setembro de 2016. Para 2017 provavelmente também não. Eu estou apostando que esse El Niño de 2015 vai virar um La Niña agora e vai durar até 2018”, explica.

Enquanto os especialistas em clima divergem sobre o fenômeno que vai reinar na próxima safra da América do Sul, os analistas de mercado nos Estados Unidos acreditam ser cedo para falar de El Niño.

“Isso é especulação pura no momento. O último gráfico falando de probabilidade de El Niño voltar é abaixo de 5%. Claro, existe uma possibilidade mas com base nas nossas contas teremos intensidade de La Niña fraco para América do Sul, o clima vem muito volátil e tudo pode mudar. Falar de El Niño neste momento é prematuro”, afirmou Pedro Dejneka, diretor da AGR Brasil direto de Chicago.

Cedo ou não, todos querem saber o que esperar do clima na safra 2016/2017…

Veja entrevista completa Pedro Dejneka, diretor da AGR Brasil direto de Chicago.

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