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NEGÓCIOS: Tecnologias para ensinar líderes

Recursos como inteligência artificial e realidade virtual são as apostas de grandes grupos educacionais para atrair executivos e aperfeiçoar suas competências.

Sala hi tech: “O sistema escolar clássico inibe as pessoas”, diz Armando Lourenzo, diretor da Universidade Corporativa EY (Crédito: Gabriel Reis)
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Quando tudo é influenciado pela cultura digital, dos negócios às relações humanas, não há como uma empresa ser bem-sucedida sem ajuda das novas tecnologias. A começar pela formação de seus próprios executivos. De olho nos novos tempos, grandes grupos educacionais têm adaptado seus currículos e abraçado a tecnologia no ensino das lideranças corporativas. Para Guilherme Soarez, CEO da HSM – braço de educação executiva da Ânima, grupo brasileiro de ensino superior com mais de 100 mil alunos –, a tecnologia ajuda a superar dois desafios clássicos da educação executiva: o engajamento dos gestores nos programas educacionais, sobrecarregados com agendas lotadas; e a medição dos resultados desses programas. Na HSM, as soluções focam na parte prática da liderança e são amparadas por dispositivos móveis. “O conteúdo tem de estar disponível no celular, no tablet. E assim o ROI (retorno sobre o investimento) vai ficando mais claro, pois a tecnologia ganha escala, alcança centenas, milhares de pessoas”, diz o CEO.

Recursos como dispositivos móveis e plataformas para ensino a distância já se tornaram rotineiros em aulas e grupos de discussão para executivos. Em instituições tradicionais como a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que a cada ano recebe 17,5 mil novos alunos em cursos de especialização e de MBA, o foco é o apoio virtual. “Cada aluno, tanto faz se matriculado em um curso online ou presencial, instala um aplicativo no celular e participa virtualmente de reuniões e tem acesso a uma biblioteca com oito mil volumes”, diz Gerson Lachtermacher, diretor da FGV.

Imersão: dispositivos como óculos 3D recriam situações de negócios e são cada vez mais adotados nos treinamentos de executivos (Crédito:Openspace)
Segundo estudo da NMC, organização internacional de desenvolvedores de hardware e software, os espaços colaborativos com simulação e realidade virtual estão entre as principais tendências de novas tecnologias a serem adotadas em maior escala nos treinamentos executivos em 2018, seguidas por inteligência artificial, que vem com mais força a partir de 2020. De fato, a adoção da inteligência artificial e de outros conceitos considerados mais complexos está no começo. “Estamos pesquisando sobre como adotar assessores pessoais virtuais, como o Google Now e a Siri, da Apple”, conta Soarez, da HSM.


A realidade virtual, por sua vez, tem sido cada vez mais difundida. Na HSM, um dos clientes – uma rede de postos de combustível – experimentou a tecnologia em um treinamento para incentivar os revendedores a aumentar o leque de vendas nos pontos de venda: além de gasolina, oferecer também troca de óleo e loja de conveniência, por exemplo. “Recriamos um posto bem parecido com um real. Depois colocamos esse conteúdo em óculos 3D para os executivos, criando imersão, que engaja mais”, revela Soarez. Tecnologias por trás dessa e de outras experiências, como Chatbot (programa que “conversa” por meio de textos) e OTT (over the top – serviços de áudio e vídeo pela internet), correspondem a R$ 2,5 milhões em investimentos anuais pela HSM. Desde 2012, 250 mil pessoas foram treinadas pela empresa.
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A realidade virtual também chegou à Universidade Corporativa EY (EYU), que atende os colaboradores da EY, consultoria global de negócios. Lançada no Brasil em 2007, a EYU ensina anualmente 3,5 mil pessoas no País. “Há três anos vivemos em ambiente digital, de educação a distância a treinamentos interativos com apoio de analytics (software de análise de dados)”, conta Armando Lourenzo, diretor da EYU para o Brasil e a América do Sul. Essas tecnologias são usadas, por exemplo, em uma sala inaugurada dois meses atrás, com quatro mesas dispostas em formato de “X”. Em cada uma há uma tela interativa cujo conteúdo vai sendo modificado em tempo real por um orientador, portando um tablet conectado. Esse orientador apresenta um desafio aos alunos, que podem resolvê-lo em grupo. “O sistema escolar clássico inibe as pessoas. Quando fazemos a aula em blocos, aumenta a colaboração”, observa.

Na Kroton, gigante da educação com mais de 1 milhão de alunos, também estão sendo desenvolvidas várias iniciativas com tecnologias emergentes. Segundo o diretor de produção multimídia da empresa, Alberto Santana, dentre os projetos estão vídeos em 360 graus, que permitem ao aluno vivenciar experiências próximas da realidade, e jogos virtuais com alto nível de interação. “Situações reais complexas se tornam amigáveis quando transformadas em games”, afirma. No fim das contas, o que as novas tecnologias fazem, quando bem empregadas, é facilitar a comunicação e a interação entre as pessoas. E não roubar a atenção do principal componente: o conhecimento.
Exame.

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