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MS tem dois municípios listados entre os maiores produtores de bovinos do país

MS tem dois municípios listados entre os maiores produtores de bovinos do país
Mato Grosso do Sul tem dois dos 20 municípios do país com o maior rebanho bovino, Corumbá perde apenas para São Félix do Xingu (PA). O terceiro coloca no ranking nacional de cabeças de gado é o município de Ribas do Rio Pardo. Mato Grosso é o Estado com a maior criação de gado, com 13,6% do total nacional. Entre os cinco primeiros colocados, Goiás aparece em 3º e Mato Grosso do Sul em 4º, com 10,2% e 9,9% do total, respectivamente.

A população de cabeças de gado bovino em fazendas brasileiras cresceu e atingiu o recorde de 215,2 milhões de animais em 2015, com um aumento de 1,3% sobre 2014. Os dados foram divulgados ontem (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na PPM 2015 (Pesquisa da Pecuária Municipal). A criação de gado no Estado até 31 de dezembro de 2015 totalizou 21.357.398 cabeças e, conforme a pesquisa do IBGE, 1.755.101 delas são criadas em fazendas localizadas em Corumbá, saldo que coloca o município na 2ª posição da lista nacional. Logo atrás, Ribas do Rio Pardo tem 1.101.726 cabeças. O campeão nacional, São Félix do Xingu registrou um rebanho de 2.222.949 até o fim do ano passado.

No ano retrasado, Mato Grosso do Sul contava com um rebanho de 21.003.830 de cabeças, apesar do crescimento, o resultado de 2015 não foi suficiente para fazer o Estado ganhar posições no ranking nacional. Em 2014, o rebanho sul-mato-grossense também estava na 4ª posição.

O crescimento nacional em 2015 foi o maior desde 2011, revelou o IBGE, e representa aceleração após a queda causada pela seca de 2012 e a variação próxima de zero registrada em 2013 e 2014. Em uma análise regional, a população de gado cresceu mais no Norte (2,9%) e teve queda no Nordeste, com -0,9%. O Centro-Oeste teve variação de 2,1% e continua a ser a região que concentra a maior criação, com 33,8% da participação nacional. O IBGE divulgou ainda a região como a que conta com “grandes propriedades destinadas à criação de bovinos e produtores especializados, tendo clima, relevo e solo favoráveis à atividade, como também grandes plantas frigoríficas que têm impulsionado o abate em larga escala”.

Os dados fazem parte da Pesquisa da Pecuária Municipal de 2015. Ela constatou que, nos últimos anos, o Sul e o Sudeste do país têm registrado estagnação da bovinocultura de corte, enquanto a produção de bovinos tem se deslocado para o Norte. A atração é explicada em parte pelo instituto por meio dos baixos preços das terras, disponibilidade hídrica, clima favorável, incentivos governamentais e abertura de grandes plantas frigoríficas.

Rebanho bovino cresceu, mas a produção de leite está menor

O aumento do efetivo total de bovinos não se refletiu no número de vacas ordenhadas, que caiu 5,5% em 2015. Todas as regiões registraram queda dessa atividade, que teve a maior redução no Nordeste, com -9,5%. O Sudeste responde por 34,3% do número de vacas ordenhadas, e Minas Gerais tem a atividade mais forte, com 24,9% do efetivo nacional. A produção de leite teve queda em 2015, com 0,4% a menos que 2014, e caiu para 35 bilhões de litros. O Sul é o maior produtor de leite no Brasil desde 2014 e contribuiu com 35,2% da produção nacional em 2015.

A produtividade das vacas da região Sul é a maior do Brasil. Enquanto a média do país é que uma vaca produza 1.609 litros de leite por ano, no Sul a produtividade é de 2.900 litros. Em relação a 2014, houve aumento de 3,9% desse resultado. Apesar disso, Minas Gerais continua a ser o maior Estado produtor de leite do país, com 26,1% da produção nacional.

Fonte: O Estado de MS

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