Economia

Momento é indicado para comprar dólar, dizem especialistas

Marília Almeida Marília Almeida, de EXAME.com

São Paulo – Quem vai viajar ao exterior nos próximos meses provavelmente está em dúvida se deve antecipar ou não a compra do dólar após a queda de 8% da moeda americana ante o real desde o início do mês. Mesmo após a alta de 1,71% nesta segunda-feira (14), que levou a cotação do dólar comercial aos 3,65 reais, é um consenso entre especialistas que agora é um bom momento para a compra.
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Isso porque está cada vez mais difícil apontar uma tendência para o câmbio diante do cenário político turbulento no país. Para Silvio Campos Neto, economista da consultoria Tendências e especialista em mercados, o mais indicado, portanto, é garantir a cotação, principalmente se a viagem estiver marcada para os próximos meses.

Mesmo que a viagem ocorra no médio prazo, é hora de começar a comprar a moeda aos poucos, diz Neto. Ao dividir a compra em diferentes datas, é possível capturar uma cotação média da moeda. Assim, o risco de prejuízos diante de eventuais altas é menor e, ao mesmo tempo, o viajante consegue se beneficiar caso a cotação da moeda caia.

Para Mauriciano Cavalcanti, da corretora Ourominas, quanto mais favoráveis ao governo os desdobramentos da crise política, maior a tendência de alta da moeda, e vice-versa.
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Caso haja a concretização de um cenário de mudança do governo, a Tendência espera que o dólar encerre o ano a 3,72 reais. Caso haja manutenção do governo no poder, a estimativa é de que a cotação da moeda americana possa subir para 4,43 reais.

Mas como um cenário de impeachment da presidente Dilma Rousseff ainda não está definido, diz Neto, a moeda americana deve continuar a oscilar bastante. “Muita coisa ainda pode acontecer nas próximas semanas.”

Queda expressiva

Nas últimas duas semanas, o câmbio reagiu a notícias que apontam para um cenário de maior probabilidade de mudança do governo no país. Na sexta-feira (11), a moeda voltou ao patamar de agosto do ano passado ao fechar a sessão a 3,59 reais. O movimento foi impulsionado por uma série de notícias negativas ao governo, inclusive denúncias contra o ex-presidente Lula.

Mesmo com a alta de 1,71% no pregão desta segunda-feira (14), o patamar de 3,65 reais ainda é considerado baixo pelos especialistas. “Foi uma correção pontual. Acredito que haja tendência de queda da cotação da moeda americana e retorno ao patamar de sexta-feira. Mas como o cenário é de risco, é melhor garantir parte da compra da moeda agora”, diz Cavalcanti, da Ourominas.

Promoção

Aproveitando a alta da demanda provocada pela queda da moeda nas últimas semanas, a Ourominas realiza nesta terça-feira (15), no Dia do Consumidor, uma oferta para comprar dólar e euro. A corretora promete oferecer a menor cotação do mercado e cobrir o preço da concorrência das 10h às 16h. O porcentual de desconto será divulgado pelo perfil da empresa nas redes sociais Facebook e Instagram.

A promoção será válida para pagamentos em espécie ou transferência bancária. O cliente poderá adquirir a moeda através da central de atendimento, do site da corretora ou das lojas próprias no estado de São Paulo, na capital e nas cidades de Guarulhos, Barueri, Suzano e Campinas, e também no Paraná, nas cidades de Londrina e Maringá. EXAME
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