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Mato Grosso do Sul teve cinco terremotos confirmados de janeiro até hoje

Mato Grosso do Sul teve cinco terremotos confirmados de janeiro até hoje

Nos últimos 12 anos, Estado registrou 16 tremores de terra naturais
Tremor de terra de magnitude 3.0 na Escala Richter foi registrado no último sábado (13), em Corumbá, segundo dados do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UNS). Com isto, Mato Grosso do Sul soma cinco abalos sísmicos ocorridos de janeiro até hoje.

De acordo com boletim do Centro Sismológico da Universidade de São Paulo (USP), nos últimos 12 anos foram registrados 16 terremotos no Estado, já somados os cinco de 2016. Em todo o ano passado, foram seis terremotos.

Neste ano, conforme a USP, foram registrados tremores naturais em Miranda, Bonito, Aquidauana e Dourados. Abalo de Corumbá ainda não foi analisado pela universidade.

Técnico em sismologia da USP, José Roberto Barbosa, disse aoPortal Correio do Estado que novas estações foram instaladas no Estado e que os dados ainda serão baixados para identificar este tremor de Corumbá e investigar suposto tremor relatado por moradores da Capital.

“As novas estações ainda não tem transmissão online, então tem que esperar os técnicos baixarem os dados e analisar para saber se houve eventos, ter precisão maior e encontrar mais dados sobre os sismos”, disse.

Observatório da UNB catalogou que o tremor ocorreu a uma profundidade de cinco quilômetros, não sendo sentido por moradores.

TREMORES DE TERRA

Conforme boletim da USP, desde 2003 foram registrados 16 tremores de terra no Estado, a maioria na região do Pantanal.

Em 2003, abalo sísmico de 3.6 pontos ocorreu em Porto Murtinho. Em 2004, tremor de 3.0 pontos foi registrado no Pantanal de Paiaguás. Coxim teve tremor de 4.7 pontos em 2009.

Em 2013 houveram dois terremotos, sendo um em Miranda, de 2.6 pontos e em Aparecida do Taboado, de 2.7 pontos. Ladário registrou abalo de magnitude 3.7 em 2014.

No ano passado, estações sismológicas registraram seis abalos, sendo todos em Miranda, com magnitudes de entre 2.1 e 4.0.

Neste ano, tremores foram confirmados em Miranda (3.5), Aquidauana (06), Bonito (3.0) e Dourados (2.2), além do verificado em Corumbá.

Mato Grosso do Sul tem falhas geológicas que provocam terremotos (Fonte: IGC/UFMS)
​FALHAS GEOLÓGICAS

A concentração de tremores nas regiões oeste e sudoeste pode ser explicada por falhas geológicas.

Pesquisa do Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMS) mapeou o território brasileiro e identificou 48 falhas geológicas mestras, locais onde “nascem” os terremotos. (Veja o mapa ao lado).

Conforme o mapeamento, Mato Grosso do Sul tem uma falha indefinida que corta parte da região oeste.

Ao longo do traçado desta falha se concentram as ocorrências de terremoto e, por este motivo, a maioria dos sismos ocorre na região. Porém, podem haver ocorrências em outras localidades.

AUMENTO DE SISMOS

Apesar do aumento de registro de tremores, especialistas afirmam que isto não significa que aumentou a ocorrência de tremores de terra.

Segundo o site Apollo 11, portal que concentra informações cientificas, nos últimos anos a expansão nas telecomunicações fez com que aumentasse também o número de estações sismológicas. Dessa forma, centenas de tremores que antes não eram registrados passaram a ser catalogados, causando esta impressão.

Em Mato Grosso do Sul, expansão de medidores está em andamento e novas estações sismológicas ainda serão instaladas.

José Roberto Barbosa explicou que expansão faz parte de projeto da USP, viabilizado a partir de parcerias com técnicos de outros países, como Uruguai e Argentina.

Redes já foram instaladas na região de Dourados, Corumbá, Rio Verde, Ribas do Rio Pardo e Amambai e devem aumentar o monitoramento de possíveis abalos sísmicos no Estado.

Além disso, estações que estavam desativadas voltaram a ativa e técnicos estão em campo catalogando dados.

Fonte: Correio do Estado

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