Fronteira

Marcelino Nunes defende união de brasileiros e paraguaios para combater mosquito da dengue

A incidência do aparecimento do mosquito Aedes Aegypti, que é transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus, tem aumentado bastante na região de fronteira Brasil/Paraguai.

Depois da divulgação da notícia confirmando o registro de seis casos de zika em Pedro Juan Caballero, vizinho em fronteira seca com Ponta Porã, ficou evidente que é necessário cuidado redobrado para quebrar o ciclo do mosquito do lado brasileiro também.

Sabe-se que do ovo até a larva são precisos apenas cinco dias, e o último estágio é a fase adulta, a do mosquito. O Ministério da Saúde está fazendo uma campanha para que as pessoas tirem um dia na semana para fazer uma faxina e elimine o mosquito antes dele se proliferar.

De acordo com os dados da Vigilância Sanitária de Ponta Porã, desde janeiro deste ano foram 637 casos notificados, 207 confirmados, 221 descartados e 209 casos aguardando resultado no municipio.

A Câmara Municipal de Ponta Porã está apoiando esta campanha, e o presidente da Casa de Leis, Marcelino Nunes de Oliveira afirmou que é importante que cada um de faça a sua parte, para que tenhamos um verão sem a proliferação do mosquito e com mais saúde.

Segundo o presidente, o trabalho de combate ao mosquito transmissor destas doenças precisa ser feito de forma integrada unindo brasileiros e paraguaios. As informações são de que já existem vários casos registrados em Pedro Juan Caballero e, desta forma, não faz sentido cada um agir isoladamente. “Já temos uma tradição na integração dos moradores dos dois lados da fronteira. De nossa parte, procuramos estreitar as relações com as autoridades paraguaias fazendo funcionar o PARLIM- Parlamento Internacional Municipal que une os vereadores de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero”, explica Marcelino.

“Esta integração que ocorre entre os parlamentos serve como instrumento para que as cidades gêmeas andem de mãos dadas no combate ao mosquito transmissor destas doenças. Só assim, acreditamos ser possível evitar que a os casos destas doenças aumentem em nossa fronteira”, concluiu.

O alerta é para que as pessoas mantenham a caixa d’água limpa e fechada, coloquem areia no pratinho dos vasos de plantas, mantenham as calhas sempre limpas, deixem as garrafas viradas com a abertura para baixo, mantenham a lixeira sempre fechada, troquem e lavem diariamente os bebedouros dos animais, recolha pneus velhos, entre outras ações que contribuem para a propagação do aedes aegypti.

Foto: Lécio Aguilera

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