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Marca de picolé pede desculpas por subir preço no Japão após 25 anos

Empresa gravou vídeo para dar a má notícia aos consumidores.
Japão trava longa batalha contra queda de preços e recessão.
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Uma marca de picolés japonesa, a Akagi Nyugyo, publicou um vídeo com seus funcionários e executivos pedindo desculpas aos consumidores pelo primeiro aumento nos preços de seus produtos em 25 anos. Assista aqui.
Executivos da Akagi Nyugyo anunciam aumento nos preços de seus picolés (Foto: Reprodução/Akagi Nyugyo)
Presidente Inoue Sota e executivos da Akagi Nyugyo
anunciam aumento nos preços de seus picolés
(Foto: Reprodução/Akagi Nyugyo)
Em tom melancólico, o vídeo mostra o presidente da empresa, Inoue Sota, alinhado a outros engravatados em frente à sede da empresa.
O grupo se curva diante dos consumidores, num gesto de desculpas, enquanto o aumento é anunciado. O filme foi ao ar no dia 1º de abril, dia em que o reajuste passou a valer.
anunciou que os picolés que por décadas custaram 60 ienes passarão a ser vendidos por 70 ienes (cerca de R$ 2,40, pelo câmbio atual). Isso representa um aumento de cerca de R$ 0,34.
A marca não subia seus preços desde 1991. Os picolés surgiram no início da década de 1980 e miravam jovens estudantes até crescer e passar a vender 4 bilhões de unidades por ano.
O Japão enfrenta uma longa batalha contra a deflação (quando os preços caem, em vez de subir). Desde a década de 1990, ela desencoraja os consumidores a fazerem grandes compras porque esperam que os preços caiam mais.
A deflação é considerada como a raiz de duas décadas de mal-estar econômico. A economia do Japão encolheu mais que o esperado no último trimestre de 2015, com a queda nos gastos dos consumidores e nas exportações, levando o Produto Interno Bruto (PIB) da terceira maior economia do mundo ao terceiro trimestre consecutivo de queda.
O PIB contraiu 1,4% entre outubro e dezembro, queda maior que a previsão do mercado (que era de 1,2%), agravando a recessão da economia asiática. A economia nipônica já havia recuado 0,8% no terceiro trimestre, frente ao mesmo período de 2014, e 0,7% no segundo.

Os dados ressaltam os desafios que o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, continuará enfrentando para fazer o país voltar a crescer, já que as exportações para os mercados emergentes não conseguem ganhar impulso suficiente que compensem a fraca demanda doméstica. G-1

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